Letra de Solidão Domeira - Pátria Sulina

Solidão Domeira

(Letra: Diego Muller | Música: Marco Lima)

A noite se abanca aos poucos
Depois das horas da lida
E uma quietude grongueira
Põe solidão pela vida
Sou domador de fronteira
Sofrendo por mal amado
Pois uma linda trigueira
Deixou-me num rumo alado

Já levei tombos feios
Nas domas do meu rincão
Mas bem pouco me topei
Com a gineta solidão
E chegou de mango erguido
Com esporas bem afiadas
Surrando os meus sentimentos
E as lembranças bastereadas

Eu já fiz tantos cavalos
Nunca domei o amor
Que é o potro mais aporreado
Na vida de um domador
E assim fui virando potro
Nos braços da solidão
E com a espora da saudade
Sangrou o meu coração

Ando de estância em estância
Pra tropilhas ajeitar
Só não contei que a tristeza
Podia me sofrenar
E aos poucos, de noite em noite
Paciente, vai me domando
E como eu ando sem forças
Pra ela vou me entregando

Me resta cantar ausências
Entre saudades e desejos
Da alma que, mansarrona
Deságua sal nos marejos
E aquela china matreira
Que me trouxe a solidão
Deve andar domando a vida
De um outro pobre peão

Eu já fiz tantos cavalos...

Mais álbuns de Pátria Sulina

Capa do álbum Por Isso Canto, Senhores
CD 2010
Pátria Sulina
Por Isso Canto, Senhores
Capa do álbum Com a Força Livre do Sul
CD 2006
Pátria Sulina
Com a Força Livre do Sul