Letra de Quando Abraço Uma Guitarra - Pátria Sulina

Quando Abraço Uma Guitarra

(Letra: Xirú Antunes | Música: Reginaldo Färber)

Sempre abraço uma guitarra
É jeito de fazer prece
Idioma que procede
De alguma vida passada
Prosa índia que me agarra
Calor em noite de frio
Presságio de vento e rio
Junto à alma das vidalas

Quando me junto aos meus
Comunhão da própria raça
Há uma corrente que passa
Pelo dialeto das mãos
Parte de trigo e pão
Que alimenta velhas almas
E uma sombra copada
Num mormaço de verão

Então eu sangro silêncios
Na imensidão dos acordes
Alma branca, verso nobre
Parador de uma inconstância
Beijo com gosto à pitanga
Aroma de jasmineiro
Flor do campo que brotou
Num pajonal em segredos

Sublime e eterna paisagem
Em tardes de ressolanas
Mel que escorre da pampa
Adocicando amargos
Princípio que tem raízes
Folhas, frutos e galhos
Memorial dos meus olhares
Quando abraço uma guitarra

Mais álbuns de Pátria Sulina

Capa do álbum Por Isso Canto, Senhores
CD 2010
Pátria Sulina
Por Isso Canto, Senhores
Capa do álbum Com a Força Livre do Sul
CD 2006
Pátria Sulina
Com a Força Livre do Sul