Letra de Festança na Capela - Daniel Silva
Disco A
01
Alma de Campeirismo
02
Rancho Tapera
03
No Trono dos Meus Arreios
04
Seiva da Comunhão
05
De Estâncias Galponeiras
06
Do Que Deixei
07
Marca Serrana
08
Velha Mangueira
09
Bugio Serrano
10
Com a Luz da Estrela-d'alva
11
Domingo de Carreirada
12
Tempo ao Tempo
13
Festança na Capela
14
Orgulho Serrano
Festança na Capela
(Letra: Iradi Chaves e Daniel Silva | Música: Daniel Silva)
Domingo de manhã cedo, encilhei o meu gateado
E saí a galopito rumo ao pinheiro marcado
Consultei a minha guaiaca pra ver se tinha uns trocado'
Peguei meu pala serrano e um lenço colorado
Era uma festa de igreja e tinha leilão de gado
Saí de marcha batida pensando neste legado
A festa estava animada, recém eu tinha chegado
Fui pros lados do moquém reservar o meu assado
Na sombra de uma figueira vi uma prenda de encarnado
O gaiteiro era o Campina, tocava um xote largado
A missa ia começar, o padre estava animado
Eu entrei para rezar, pois sempre foi do agrado
Aperta o passo, gateado, que o brique já está feito
Hoje eu caso co'a morena que é moça de respeito
Se vai de marcha batida numa encilha a preceito
Se o pai dela negar fogo "róbo" a prenda do mesmo jeito
Depois teve a domingueira, o salão sempre lotado
Vaneira e chamamé e um bugio velho largado
Depois fizeram leilão, várias cabeças de gado
Um índio estava borracho, chorava inconsolado
E corria atrás das moça' de um jeito desesperado
Ele queria dançar um xote afigurado
Quando a festa se findou, saí pelo outro lado
Fui apertando os arreios e o pingo tava delgado
Levei ele lá na sanga e ele bebeu um bocado
Uma china me esperava lá na costa do lajeado
Pegamos outro caminho na direção do Sagrado
Lá fiquei uma semana e de lá voltei casado
Aperta o passo, gateado, que o brique já está feito...
Domingo de manhã cedo, encilhei o meu gateado
E saí a galopito rumo ao pinheiro marcado
Consultei a minha guaiaca pra ver se tinha uns trocado'
Peguei meu pala serrano e um lenço colorado
Era uma festa de igreja e tinha leilão de gado
Saí de marcha batida pensando neste legado
A festa estava animada, recém eu tinha chegado
Fui pros lados do moquém reservar o meu assado
Na sombra de uma figueira vi uma prenda de encarnado
O gaiteiro era o Campina, tocava um xote largado
A missa ia começar, o padre estava animado
Eu entrei para rezar, pois sempre foi do agrado
Aperta o passo, gateado, que o brique já está feito
Hoje eu caso co'a morena que é moça de respeito
Se vai de marcha batida numa encilha a preceito
Se o pai dela negar fogo "róbo" a prenda do mesmo jeito
Depois teve a domingueira, o salão sempre lotado
Vaneira e chamamé e um bugio velho largado
Depois fizeram leilão, várias cabeças de gado
Um índio estava borracho, chorava inconsolado
E corria atrás das moça' de um jeito desesperado
Ele queria dançar um xote afigurado
Quando a festa se findou, saí pelo outro lado
Fui apertando os arreios e o pingo tava delgado
Levei ele lá na sanga e ele bebeu um bocado
Uma china me esperava lá na costa do lajeado
Pegamos outro caminho na direção do Sagrado
Lá fiquei uma semana e de lá voltei casado
Aperta o passo, gateado, que o brique já está feito...