Letra de Rancho Tapera - Daniel Silva
Disco A
01
Alma de Campeirismo
02
Rancho Tapera
03
No Trono dos Meus Arreios
04
Seiva da Comunhão
05
De Estâncias Galponeiras
06
Do Que Deixei
07
Marca Serrana
08
Velha Mangueira
09
Bugio Serrano
10
Com a Luz da Estrela-d'alva
11
Domingo de Carreirada
12
Tempo ao Tempo
13
Festança na Capela
14
Orgulho Serrano
Rancho Tapera
(Letra: Iradi Chaves e Daniel Silva | Música: Daniel Silva)
Num fundo de campo, na costa de um rio
Um rancho existiu e hoje é só tapera
Caídas no chão as taipas da mangueira
E a velha porteira resta só o cerne
Impera solito o velho pinheiro
Presente campeiro junto à cancela
O velho arvoredo e os pés de caqui
Florescendo ali a cada primavera
Os esteios de angico apontando pro céu
Naquele mundéu que segura o galpão
Forno de tijolos para pães caseiros
Que aguentou janeiros, hoje é solidão
A velha cacimba de água tão pura
Nem o gado procura, ficou abandonada
O mato cobriu a ruína sem piedade
E aonde nasci ficou só saudade
A estrada de poeira que leva ao moinho
Se perdeu no caminho crescendo aroeiras
Onde os viajantes enchiam peçuelos
E, ao cruzar janeiros, serviu de trincheira
Tapera importante num tempo distante
Abrigando tauras em pousadas tropeiras
Só enxergo hoje a sua importância
Restando a ânsia, findando o meu tempo
Meu rancho saudade, parte da minha vida
Onde cada lida moldou meu valor
Desde piá montando em pingos campeiros
Carreiras de estouro em meio ao corredor
Vejo campos verdes encherem meus olhos
Onde o Pai Eterno me fez sonhador
Hoje o destino me cambiou pra cidade
Onde a liberdade guardei de fiador
Num fundo de campo, na costa de um rio
Um rancho existiu e hoje é só tapera
Caídas no chão as taipas da mangueira
E a velha porteira resta só o cerne
Impera solito o velho pinheiro
Presente campeiro junto à cancela
O velho arvoredo e os pés de caqui
Florescendo ali a cada primavera
Os esteios de angico apontando pro céu
Naquele mundéu que segura o galpão
Forno de tijolos para pães caseiros
Que aguentou janeiros, hoje é solidão
A velha cacimba de água tão pura
Nem o gado procura, ficou abandonada
O mato cobriu a ruína sem piedade
E aonde nasci ficou só saudade
A estrada de poeira que leva ao moinho
Se perdeu no caminho crescendo aroeiras
Onde os viajantes enchiam peçuelos
E, ao cruzar janeiros, serviu de trincheira
Tapera importante num tempo distante
Abrigando tauras em pousadas tropeiras
Só enxergo hoje a sua importância
Restando a ânsia, findando o meu tempo
Meu rancho saudade, parte da minha vida
Onde cada lida moldou meu valor
Desde piá montando em pingos campeiros
Carreiras de estouro em meio ao corredor
Vejo campos verdes encherem meus olhos
Onde o Pai Eterno me fez sonhador
Hoje o destino me cambiou pra cidade
Onde a liberdade guardei de fiador