Letra de Do Senhor das Califórnias - Paullo Costa
Disco A
01
Mariquita
02
De Quem Mete o Cavalo
03
Chasque Saudade
04
Dos Que Vivem à Margem
05
De Um Retorno
06
Pegando Junto
07
Por Que Pilchar-se aos Domingos
08
Um Mate Pra Jean Vicente
09
Funeral das Reses
09
Funeral das Reses
10
Depois Que o Campeiro Se Foi
11
Milonguita dos Cavalos
12
Saudade
13
Da Vida Que os Olhos Contam
14
Do Senhor das Califórnias
15
Charlando de Pai Pra Filho
Do Senhor das Califórnias
(Olavo Loreto/Paullo Costa)
Foi assim muy tempranito
Num mês de maio sereno
Encilhou um flete bueno
Dos que o dono nem conduz
Mas que num firme compasso
Miram estrelas no espaço
Na busca eterna da luz
Partiu Cesar Passarinho
Na inevitável jornada
E o bate cascos na estrada
Deixa notas de saudade
Se foi matear noutros planos
Onde outros tantos vaqueanos
Vão dar vida à eternidade
Pro senhor das Califórnias
Na força de seus cantares
Se estendem cordas nos ares
Pros ágeis dedos do vento
É um guitarrear infinito
Pra quem encarnou solito
Calhandra, voz, sentimento
Tua voz, a sementeira
Como outra não ouvi
Gerando gaúchos buenos
Nos corações dos guris
E pra um campeiro de lei
Pergunto, quem não se trai
Se um piá pedir bombachas
Das roupas velhas do pai
Aproveita, Passarinho
Quando a Deus tu te apresentes
Pede a ele por tua gente
Pra que possa prosseguir
Mas não o digas falando
Pois quando o fazes cantando
Não há quem deixe de ouvir
Serás o que sempre foste
Foste o que sempre serás
Anseio de amor e paz
E um palanque da querência
Manancial que não se esgota
E a cada dia rebrota
Perene na falsa ausência
Pro senhor das Califórnias...
Tua voz, a sementeira...
Foi assim muy tempranito
Num mês de maio sereno
Encilhou um flete bueno
Dos que o dono nem conduz
Mas que num firme compasso
Miram estrelas no espaço
Na busca eterna da luz
Partiu Cesar Passarinho
Na inevitável jornada
E o bate cascos na estrada
Deixa notas de saudade
Se foi matear noutros planos
Onde outros tantos vaqueanos
Vão dar vida à eternidade
Pro senhor das Califórnias
Na força de seus cantares
Se estendem cordas nos ares
Pros ágeis dedos do vento
É um guitarrear infinito
Pra quem encarnou solito
Calhandra, voz, sentimento
Tua voz, a sementeira
Como outra não ouvi
Gerando gaúchos buenos
Nos corações dos guris
E pra um campeiro de lei
Pergunto, quem não se trai
Se um piá pedir bombachas
Das roupas velhas do pai
Aproveita, Passarinho
Quando a Deus tu te apresentes
Pede a ele por tua gente
Pra que possa prosseguir
Mas não o digas falando
Pois quando o fazes cantando
Não há quem deixe de ouvir
Serás o que sempre foste
Foste o que sempre serás
Anseio de amor e paz
E um palanque da querência
Manancial que não se esgota
E a cada dia rebrota
Perene na falsa ausência
Pro senhor das Califórnias...
Tua voz, a sementeira...