Letra de Dos Que Vivem à Margem - Paullo Costa
Disco A
01
Mariquita
02
De Quem Mete o Cavalo
03
Chasque Saudade
04
Dos Que Vivem à Margem
05
De Um Retorno
06
Pegando Junto
07
Por Que Pilchar-se aos Domingos
08
Um Mate Pra Jean Vicente
09
Funeral das Reses
09
Funeral das Reses
10
Depois Que o Campeiro Se Foi
11
Milonguita dos Cavalos
12
Saudade
13
Da Vida Que os Olhos Contam
14
Do Senhor das Califórnias
15
Charlando de Pai Pra Filho
Dos Que Vivem à Margem
(Olavo Loreto/Paullo Costa)
A vida impõe um clamor que a indiferença encobriu
Somente a fé no Senhor junto aos murmúrios do rio
Pode emprestar seu calor aos ranchos do pobrerio
Num rancho pobre que esfria no abraço da escuridão
Acende velas, Maria, pra iluminar a oração
Que junto às luzes do dia Deus lhe devolva seu peão
Foi changuear longe o campeiro, homem honesto e honrado
Que tem no peito um braseiro por viver sempre afastado
Do seu piá companheiro que ela observa a seu lado
Sem maldizer sua sorte ou seu destino terreno
Se faz Maria mais forte para cuidar seu pequeno
Pois há de haver quem se importe, que creia no Nazareno
A água ameaça e parece presa de fúria incontida
O som que ninguém esquece vem anunciando a subida
É a vez do rio pescar ranchos fisgando sonhos de vida
Antes do rio, o campeiro bate à porta da morada
Por sorte, chegou primeiro, salvando o filho e a amada
Pra Maria, o missioneiro quebra a dor da madrugada
Com forças que já não tem, joga num carro de bois
Seus poucos trastes, seus bens que hão de esperar pra depois
Quando um outro rancho vem no amor erguido por dois
A vida impõe o clamor que a indiferença encobriu
Somente a fé no Senhor junto aos murmúrios do rio
Pode emprestar seu calor aos ranchos do pobrerio
A vida impõe um clamor que a indiferença encobriu
Somente a fé no Senhor junto aos murmúrios do rio
Pode emprestar seu calor aos ranchos do pobrerio
Num rancho pobre que esfria no abraço da escuridão
Acende velas, Maria, pra iluminar a oração
Que junto às luzes do dia Deus lhe devolva seu peão
Foi changuear longe o campeiro, homem honesto e honrado
Que tem no peito um braseiro por viver sempre afastado
Do seu piá companheiro que ela observa a seu lado
Sem maldizer sua sorte ou seu destino terreno
Se faz Maria mais forte para cuidar seu pequeno
Pois há de haver quem se importe, que creia no Nazareno
A água ameaça e parece presa de fúria incontida
O som que ninguém esquece vem anunciando a subida
É a vez do rio pescar ranchos fisgando sonhos de vida
Antes do rio, o campeiro bate à porta da morada
Por sorte, chegou primeiro, salvando o filho e a amada
Pra Maria, o missioneiro quebra a dor da madrugada
Com forças que já não tem, joga num carro de bois
Seus poucos trastes, seus bens que hão de esperar pra depois
Quando um outro rancho vem no amor erguido por dois
A vida impõe o clamor que a indiferença encobriu
Somente a fé no Senhor junto aos murmúrios do rio
Pode emprestar seu calor aos ranchos do pobrerio