Letra de Funeral das Reses - Paullo Costa
Disco A
01
Mariquita
02
De Quem Mete o Cavalo
03
Chasque Saudade
04
Dos Que Vivem à Margem
05
De Um Retorno
06
Pegando Junto
07
Por Que Pilchar-se aos Domingos
08
Um Mate Pra Jean Vicente
09
Funeral das Reses
09
Funeral das Reses
10
Depois Que o Campeiro Se Foi
11
Milonguita dos Cavalos
12
Saudade
13
Da Vida Que os Olhos Contam
14
Do Senhor das Califórnias
15
Charlando de Pai Pra Filho
Funeral das Reses
(Thunão Pereira/Paullo Costa)
À frente da antiga fazenda o gado põem-se a berrar
São gemidos de angústia na hora crepuscular
São vozes incompreendidas nesse coro funerário
Tropel de reses parceiras no mesmo culto mortuário
Quando uma rês é sangrada, que o campo o sangue enegrece
E morta a ponta de faca, carneada, desaparece
Lá no altar da coxilha a tropa faz sua prece
Litania bruta e selvagem de dolorosos bramidos
Uma prece ignorada, terço de berro e gemidos
Desordenada revolta contra o destino implacável
Manotaços e soluços numa fúria indomável
Quando uma rês é sangrada, que o campo o sangue enegrece...
'Inda se ouve na noite pontas de gado a chorar
Babando em cima da terra, em voltas, a soluçar
Na tristeza tão aflita sobre o sangue derramado
Dando adeus ao companheiro que ali foi sacrificado
Quando uma rês é sangrada, que o campo o sangue enegrece...
À frente da antiga fazenda o gado põem-se a berrar
São gemidos de angústia na hora crepuscular
São vozes incompreendidas nesse coro funerário
Tropel de reses parceiras no mesmo culto mortuário
Quando uma rês é sangrada, que o campo o sangue enegrece
E morta a ponta de faca, carneada, desaparece
Lá no altar da coxilha a tropa faz sua prece
Litania bruta e selvagem de dolorosos bramidos
Uma prece ignorada, terço de berro e gemidos
Desordenada revolta contra o destino implacável
Manotaços e soluços numa fúria indomável
Quando uma rês é sangrada, que o campo o sangue enegrece...
'Inda se ouve na noite pontas de gado a chorar
Babando em cima da terra, em voltas, a soluçar
Na tristeza tão aflita sobre o sangue derramado
Dando adeus ao companheiro que ali foi sacrificado
Quando uma rês é sangrada, que o campo o sangue enegrece...