Letra de Cria Rejeitada - João Chagas Leite
Disco A
01
Cria Rejeitada
02
Reculutando Lembranças
03
Penas
04
Remembranças
05
Campo, Pampa e Querência
06
Seiva de Vida e Paz
07
Ave Sonora
08
Partida
09
Madrugador
10
Mundo Louco
11
Mate do Norte
12
Trem da Querência
13
Na Moldura da Janela
14
Ciranda
15
Por Quem Cantam os Cardeais
16
Desassossegos
Disco B
01
Jeito Brasil
02
Rosais de Maio
03
Paixão Andarilha
04
Canção Para Um Mundo Novo
05
Lágrimas da Flor
06
Idade de Sonhar
07
Suspiros do Verde
08
Fé
09
Flor Campesina
10
Canto do Sul
11
Diálogo da Mata
12
Pelo Sul
Cria Rejeitada
Não tenho pressa e nem penso em ter mais pressa
Vou no meu tranco como boi na verga vai
Esse meu jeito meio rude falquejado
Herdei da vida e um pouco de meu pai
Trago lembranças das grandes matarias
Das águas puras e das sangas sossegadas
Dos vales férteis das serras e dos campos
Da natureza que era ainda respeitada
E sinto cheiro de terra após a chuva
E tantas flores perfumando sem cobrar
Do pão de forno, do apojo e da canjica
Da pitanga, da tuna e do araçá
E há em mim uma saudade latejando
Vozes de pássaros pedindo pra cantar
Gritos de bichos, sementes pequeninas
A espera de que possam germinar
Hoje a ambição fez pousada à minha volta
Plantou desertos em sementes traiçoeiras
Cria enjeitada do progresso que importamos
Batendo palmas a ganâncias estrangeiras
Só temos pressa, e mais pressa pra ter pressa
Receita louca que inventamos pra morrer
De neuroses e calmantes pesticidas
Matando a vida que esta doida pra viver
Vou no meu tranco como boi na verga vai
Esse meu jeito meio rude falquejado
Herdei da vida e um pouco de meu pai
Trago lembranças das grandes matarias
Das águas puras e das sangas sossegadas
Dos vales férteis das serras e dos campos
Da natureza que era ainda respeitada
E sinto cheiro de terra após a chuva
E tantas flores perfumando sem cobrar
Do pão de forno, do apojo e da canjica
Da pitanga, da tuna e do araçá
E há em mim uma saudade latejando
Vozes de pássaros pedindo pra cantar
Gritos de bichos, sementes pequeninas
A espera de que possam germinar
Hoje a ambição fez pousada à minha volta
Plantou desertos em sementes traiçoeiras
Cria enjeitada do progresso que importamos
Batendo palmas a ganâncias estrangeiras
Só temos pressa, e mais pressa pra ter pressa
Receita louca que inventamos pra morrer
De neuroses e calmantes pesticidas
Matando a vida que esta doida pra viver