Letra de Senhoras do Pampa - Júlio Saldanha

Senhoras do Pampa

Fogão a lenha num canto e um caixote com astilhas
Um punhado de macegas para iniciar a vigília
Que a madrugada bem grande já faz parte da família

Imagens que o Pampa inteiro nessas horas temporonas
Acostumou-se ao diário de um candieiro e uma cordiona
Charlando no rádio a pilhas na cozinha das peonas

Não sei por qual o motivo são sempre idosas senhoras
Os filhos no mais das vezes, mocitos foram-se embora
(E as filhas, lindas chinocas, a muito no povo moram)

São elas com seus parceiros casereando e campereando
Raízes que se plantaram e por lá foram ficando
Iguais um dos veteranos, ano a ano rebrotando

Talvez o tempo e a vida neste palco de aquarelas
Plantem dilemas nos campos quando a velhice atropela
Porém encontra ela saudosa num bolicho de favela

Agora outros murmúrios no chimarrão matinal
Motores, vozes estranhas e uma visão vertical
(Perdidas nos documentos pra pensão do Funrural)
Expressões Regionais nesta letra

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