Letra de Sucessão - Marcelo Oliveira
Disco A
01
As Tamancas do Cecêu
02
Tempo Escrito
03
Pra Quando Desencilhar
04
Alpargatita
05
Canto a Fidelço Pechada
06
Nos Meus Olhos de Guri
07
Cruzando a Estrada
08
Sucessão
09
Quem Sabe na Cruz Sem Nome
10
Por Saber Sou Pedra e Renasço Fio
11
Sul
12
Feito um Cincerro de Prata
13
Canção De Amor E Saudade
14
Cuñatay
15
Seu Espinho e Flor de Tuna
Sucessão
Hoje, toda a sucessão dos meus recuerdos
Estalou junto ao meu peito em solidão
Toda a vida caminheira dos meus sonhos
Se perdeu entre as ausências de um galpão.
Cada sombra recortada em cavaletes
Sabe mais que a vida inteira que vivi
E nas garras engraxadas de saudade
Vivem sonhos dos herdados que perdi.
Sabe a várzea de tristeza do meu canto
De treval enserenado e de invernada
Que o que sinto é bem maior que uma partilha
Que não cabe em toda prata já cunhada.
Sabem sangas e grotões o que proclamo
Foi a saga dos que vivem na memória
É bem mais que o que se mede e o que se vende
São as próprias gerações da minha história.
Hoje toda a sucessão dos meus recuerdos
Acordou, junto ao meu peito em nostalgia
Cada gota de sereno nas pasturas
Foi o sal que derramei desta partilha.
Cada sombra recortada em cavaletes
Protestou negreando as sombras do galpão
Por não mais saber a essência de outros tempos
Por ser, hoje, tanta ausência e solidão.
Estalou junto ao meu peito em solidão
Toda a vida caminheira dos meus sonhos
Se perdeu entre as ausências de um galpão.
Cada sombra recortada em cavaletes
Sabe mais que a vida inteira que vivi
E nas garras engraxadas de saudade
Vivem sonhos dos herdados que perdi.
Sabe a várzea de tristeza do meu canto
De treval enserenado e de invernada
Que o que sinto é bem maior que uma partilha
Que não cabe em toda prata já cunhada.
Sabem sangas e grotões o que proclamo
Foi a saga dos que vivem na memória
É bem mais que o que se mede e o que se vende
São as próprias gerações da minha história.
Hoje toda a sucessão dos meus recuerdos
Acordou, junto ao meu peito em nostalgia
Cada gota de sereno nas pasturas
Foi o sal que derramei desta partilha.
Cada sombra recortada em cavaletes
Protestou negreando as sombras do galpão
Por não mais saber a essência de outros tempos
Por ser, hoje, tanta ausência e solidão.