Letra de Tempo Escrito - Marcelo Oliveira
Disco A
01
As Tamancas do Cecêu
02
Tempo Escrito
03
Pra Quando Desencilhar
04
Alpargatita
05
Canto a Fidelço Pechada
06
Nos Meus Olhos de Guri
07
Cruzando a Estrada
08
Sucessão
09
Quem Sabe na Cruz Sem Nome
10
Por Saber Sou Pedra e Renasço Fio
11
Sul
12
Feito um Cincerro de Prata
13
Canção De Amor E Saudade
14
Cuñatay
15
Seu Espinho e Flor de Tuna
Tempo Escrito
Secretas almas que alumbram poemas quietos que tenho
Alguns nos "diz" de onde venho, em outros nem sei do que falo
De algum domingo a cavalo de uma semana de estância
E acumuladas distâncias, de ser campo e cantá-lo.
Poetizei meus encontros e respirei todos puros
Na intimidade do escuro, iluminei de esperança
E atei pra sempre uma trança, com duas índias perdidas
Uma materna, outra vida, com a benção de ser criança.
É material este mundo e se desgasta ao tranquito
Pra respirar solto um grito que a imensidão determina
Pois sou mais índio que a crina e sou ouvido no escuro
Encilho um potro e te juro, que a paz do escuro ilumina.
Secretas almas que dormem, vivem poetas nas sombras
O tempo escrito é que nombra de quem serão estes versos
Pra o mundo novo eu só peço, na irmandade da cruz
Que cante um canto de luz pra amanhecer o universo.
Espiritual este mundo de luas, sangas e escuros
Tudo que escrevo, te juro, que há de firmar esta trança
Iluminando as crianças e amando índias perdidas
Maternas flores da vida na luz que benze esperanças.
Alguns nos "diz" de onde venho, em outros nem sei do que falo
De algum domingo a cavalo de uma semana de estância
E acumuladas distâncias, de ser campo e cantá-lo.
Poetizei meus encontros e respirei todos puros
Na intimidade do escuro, iluminei de esperança
E atei pra sempre uma trança, com duas índias perdidas
Uma materna, outra vida, com a benção de ser criança.
É material este mundo e se desgasta ao tranquito
Pra respirar solto um grito que a imensidão determina
Pois sou mais índio que a crina e sou ouvido no escuro
Encilho um potro e te juro, que a paz do escuro ilumina.
Secretas almas que dormem, vivem poetas nas sombras
O tempo escrito é que nombra de quem serão estes versos
Pra o mundo novo eu só peço, na irmandade da cruz
Que cante um canto de luz pra amanhecer o universo.
Espiritual este mundo de luas, sangas e escuros
Tudo que escrevo, te juro, que há de firmar esta trança
Iluminando as crianças e amando índias perdidas
Maternas flores da vida na luz que benze esperanças.