Letra de De Rengueá Bugio - Zezinho e Floreio

De Rengueá Bugio

(Léo Ribeiro/Zezinho)

Pulei da cama, nem clareava o dia
Manhã bem fria, geadão branqueando
Peão de fé não tarda e não falha
E o colchão de palha ficou me bombeando

Lavei a fuça por obrigação
Fui pro galpão e quase levo um tombo
A pedra lisa e o tamanco largo
Mas um bom camargo me amornou o lombo

"virge" do céu
Que invernia de rengueá bugio
Vamo pra lida pra vê no que dá
Que eu sou do juá e não refugo o frio

Ouvi na rádio, na voz do monarca
Que o tempo marca pra baixo de zero
Já fui tropeiro lá em são joaquim
E um friozinho assim eu nem considero

Trouxe o gadanho lá do pai bitu
Que os tucurus tão tomando conta
Na foice eu faço meu aquecimento
E abro o loteamento e deixo a roça pronta

"virge" do céu...

Com jeito, enfreno o meu redomão
Sento o garrão, dá um suador
E eu passo a tarde neste pega-e-solta
E ainda dou umas volta lá no apanhador

E assim eu cruzo, invernia afora
Mangas de fora, vida bem faceira
Se sobra uns troco, me vou lá pro salto
Aquentar os quarto, dançando rancheira

"virge" do céu...
Expressões Regionais nesta letra

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