Letra de Relato de Um Canto Cego - Pedro Ortaça
Disco A
01
Guasca
02
Lá no Baile dos Três Nó
03
De Guerreiro a Payador
04
Relato de Um Canto Cego
05
Pampa Livre
06
Baile do Cola Atada
07
Está na Hora
08
Potykuru
09
Meu Canto à Cruz Missioneira
10
Três Bandeiras
11
Timbre de Galo
12
Finado Trançudo
13
Grito do Lenha Podre
14
Debulhando Milho
15
Queixo Duro
16
Missioneiros
17
Esperança Povoeira
Relato de Um Canto Cego
Falado:
Foi um bagual mala cara lombo sujo sentador
Que corcoveou com o hortencio, gaucho taita e cantor
Depois do tombo, o silencio num cerro do corredor.
La pucha, que tauriou a vida sem tempo, espaço ou noção
Passou sis meses no povo, na bruma e na cerração
Quando a si no mundo, o mundo era escuridão.
Masis tarde voltou a quercncia com a alma a florescer
Rememorava solito o que não podia ver
E ouvia um tacã a lo largo riscando o entardecer.
Assim deixou de cantar, gatou vida ano, após ano
Até tocar um sinal espiritual e humano
Na claridade intuitiva de guitarreiro pampeano.
E deu de mão na viguela tão épica e altaneira
Até encontrar em si mesmo facho de luz missioneira
Armando acordes pampeanos numa milonga campeira.
Cantado:
Escutava a pampa aberta entrenhada na guitarra
Sentia o calor da vida longe num poto que esbarra
E as palpitações da terra cantava numa chamarra.
Bebeu a pampa com os olhos dom hortencio ibirucay
Payadas,coplas e polcas remansos que vem e vai
Pois seu canto corre livre como as águas do uruguai.
Há tanta gente no mundo sã de lombo e de visão
Que ve as coisas da vida com a mais estrita opnião
Que se olharem para dentro é maior a escuridão
Foi um bagual mala cara lombo sujo sentador
Que corcoveou com o hortencio, gaucho taita e cantor
Depois do tombo, o silencio num cerro do corredor.
La pucha, que tauriou a vida sem tempo, espaço ou noção
Passou sis meses no povo, na bruma e na cerração
Quando a si no mundo, o mundo era escuridão.
Masis tarde voltou a quercncia com a alma a florescer
Rememorava solito o que não podia ver
E ouvia um tacã a lo largo riscando o entardecer.
Assim deixou de cantar, gatou vida ano, após ano
Até tocar um sinal espiritual e humano
Na claridade intuitiva de guitarreiro pampeano.
E deu de mão na viguela tão épica e altaneira
Até encontrar em si mesmo facho de luz missioneira
Armando acordes pampeanos numa milonga campeira.
Cantado:
Escutava a pampa aberta entrenhada na guitarra
Sentia o calor da vida longe num poto que esbarra
E as palpitações da terra cantava numa chamarra.
Bebeu a pampa com os olhos dom hortencio ibirucay
Payadas,coplas e polcas remansos que vem e vai
Pois seu canto corre livre como as águas do uruguai.
Há tanta gente no mundo sã de lombo e de visão
Que ve as coisas da vida com a mais estrita opnião
Que se olharem para dentro é maior a escuridão