Letra de De Guerreiro a Payador - Pedro Ortaça
Disco A
01
Guasca
02
Lá no Baile dos Três Nó
03
De Guerreiro a Payador
04
Relato de Um Canto Cego
05
Pampa Livre
06
Baile do Cola Atada
07
Está na Hora
08
Potykuru
09
Meu Canto à Cruz Missioneira
10
Três Bandeiras
11
Timbre de Galo
12
Finado Trançudo
13
Grito do Lenha Podre
14
Debulhando Milho
15
Queixo Duro
16
Missioneiros
17
Esperança Povoeira
De Guerreiro a Payador
Sou o que os historiadores
Procuram lá nas ruínas
Mas não sabem os doutores
Que esta saga não termina
Que ainda restam descendentes
Da terra dos sete santos
E o passado está presente
Em tudo aquilo que canto
Não sabem que a esses escombros
Ainda sirvo de escora
E que carrego no ombros
Trezentos anos de história
Podem pensar que sou louco
Mas eu comprovo na estampa
O que hoje somos poucos
Os fósseis vivos da pampa
Sou filho dos sete povos
Tenho sangue de sepé
E tudo que digo eu provo
Com juramento de fé
O meu legado é tanto
Nem carece explicações
E até no canto que canto
Ecoa a voz das missões
Guarany fui batizado
E ahora pago minhas penas
Sob o símbolo sagrado
Da velha cruz de lorena
Porém não sabe que nada
A história do vencedor
Que a lança fez-se guitarra
E o guerreiro payador
Pra manter viva a memória
As pedras ganharam nome
E transformaram em história
O que resta desses homens
Pois mais vale a carcaça
De um templo quase no chão
Que os descendentes da raça
Que ragam changuiando pão.
Procuram lá nas ruínas
Mas não sabem os doutores
Que esta saga não termina
Que ainda restam descendentes
Da terra dos sete santos
E o passado está presente
Em tudo aquilo que canto
Não sabem que a esses escombros
Ainda sirvo de escora
E que carrego no ombros
Trezentos anos de história
Podem pensar que sou louco
Mas eu comprovo na estampa
O que hoje somos poucos
Os fósseis vivos da pampa
Sou filho dos sete povos
Tenho sangue de sepé
E tudo que digo eu provo
Com juramento de fé
O meu legado é tanto
Nem carece explicações
E até no canto que canto
Ecoa a voz das missões
Guarany fui batizado
E ahora pago minhas penas
Sob o símbolo sagrado
Da velha cruz de lorena
Porém não sabe que nada
A história do vencedor
Que a lança fez-se guitarra
E o guerreiro payador
Pra manter viva a memória
As pedras ganharam nome
E transformaram em história
O que resta desses homens
Pois mais vale a carcaça
De um templo quase no chão
Que os descendentes da raça
Que ragam changuiando pão.