Letra de Guasca - Pedro Ortaça
Disco A
01
Guasca
02
Lá no Baile dos Três Nó
03
De Guerreiro a Payador
04
Relato de Um Canto Cego
05
Pampa Livre
06
Baile do Cola Atada
07
Está na Hora
08
Potykuru
09
Meu Canto à Cruz Missioneira
10
Três Bandeiras
11
Timbre de Galo
12
Finado Trançudo
13
Grito do Lenha Podre
14
Debulhando Milho
15
Queixo Duro
16
Missioneiros
17
Esperança Povoeira
Guasca
Eu nunca pedi bexiga pra patrão ou pra milico
Por isso ninguém me obriga a ser pelego ou pinico
Não choro por rapariga nem tiro chapéu pra rico
E onde a gaita choraminga eu levo a vida no bico
Jamais arrotei grandeza pois fortuna não me encanta
Porque a minha riqueza deus já me deu na garganta
Sou mais um que vira a mesa e faz chover quando canta
Pois pra pelear com a tristeza a minha voz se levanta
Sou do rio grande do sul e por isso não me calo
Por entre o verde e o azul em qualquer parte me instalo
E onde não querem que eu cante meu canto vai a cavalo
Levando a noite por diante, igual ao canto do galo
Pra galinho ou pra tirano quando a vida se escancara
Não saio queimando o pano pra ver a coisa mais clara
No sufoco me abano faço soltar as amarras
Atazanado o fulano com acorde de guitarra
Por bem eu dou a guaiaca, fico liso sem um pila
Porem a ponta de faca ninguém me tira da trilha
Afinal não tenho marca, nem herança de família
Porque um dia nasci guasca, no lombo dessas coxilhas
Por isso ninguém me obriga a ser pelego ou pinico
Não choro por rapariga nem tiro chapéu pra rico
E onde a gaita choraminga eu levo a vida no bico
Jamais arrotei grandeza pois fortuna não me encanta
Porque a minha riqueza deus já me deu na garganta
Sou mais um que vira a mesa e faz chover quando canta
Pois pra pelear com a tristeza a minha voz se levanta
Sou do rio grande do sul e por isso não me calo
Por entre o verde e o azul em qualquer parte me instalo
E onde não querem que eu cante meu canto vai a cavalo
Levando a noite por diante, igual ao canto do galo
Pra galinho ou pra tirano quando a vida se escancara
Não saio queimando o pano pra ver a coisa mais clara
No sufoco me abano faço soltar as amarras
Atazanado o fulano com acorde de guitarra
Por bem eu dou a guaiaca, fico liso sem um pila
Porem a ponta de faca ninguém me tira da trilha
Afinal não tenho marca, nem herança de família
Porque um dia nasci guasca, no lombo dessas coxilhas