Letra de Ao Tranco - Délcio Tavares
Disco A
01
Oh de Casa
02
Clave de Lua
03
Rancho Coração
04
Morena Orvalho dos Meus Poemas
05
Chico Mendes
06
Versos do Amor Sem Fim
07
O Rio e Eu
08
De Fletes e Amores
09
Sina Gaudéria
10
Meia Lua Levantina
11
Sanga Pitanga Sabiá
12
Quando as Horas se Alongam
13
Invernada do Coração
14
Encantado de Encantos
15
Ao Tranco
Ao Tranco
Ao tranco largo numa noite de inverno
Com um ventito a dobrar o meu chapéu
Nem a lua se escapou do doze braças
E as estrelas se sumiram lá no céu
A nazarena acompanhando o vento norte
Que assobiava debruçado no aramado
E um lombilho a ringir em contraponto
Lembrando um baile de sapo no banhado
Que coisa linda andar à noite a tranco largo
Repontando uma tropilha de lembranças
Recorro o pampa no meu flete faz-de-conta
E volto à infância no petiço da esperança
O moiro é um mestre uma coruja atenta chia
Contemplando o andarengo desconfiada
E o zaino velho já andava até solito
Pois conhecia há muito tempo aquela estrada
Com um ventito a dobrar o meu chapéu
Nem a lua se escapou do doze braças
E as estrelas se sumiram lá no céu
A nazarena acompanhando o vento norte
Que assobiava debruçado no aramado
E um lombilho a ringir em contraponto
Lembrando um baile de sapo no banhado
Que coisa linda andar à noite a tranco largo
Repontando uma tropilha de lembranças
Recorro o pampa no meu flete faz-de-conta
E volto à infância no petiço da esperança
O moiro é um mestre uma coruja atenta chia
Contemplando o andarengo desconfiada
E o zaino velho já andava até solito
Pois conhecia há muito tempo aquela estrada