Letra de Clave de Lua - Délcio Tavares

Clave de Lua

Enquanto a prata luzia, entre os ramos da figueira,
Lentamente fui bordando esta milonga campeira;
Intercalando silêncios com acordes naturais –
Dei cancha a goela da noite e as vozes dos mananciais!

Milonga da noite, milonga da lua
Cantar de fronteira, compasso charrua;
Por mais que te apontem lugares comum,
Jamais te enjeito de jeito nenhum!

Temendo sustentar os grilos evitei as dissonâncias,
Pois em derradeira instância queria seu contra canto –
E a noite já bem madura se fez regente chirúa
Notando em clave de lua, escreveu a partitura!

Pressentindo que a noite de paixão se consumia
Uma galo madrugador chamou a barra do dia –
Quedei-me então em silêncio tal como fez a guitarra,
Fui cevar um mate novo ouvindo o som das cigarras!
Expressões Regionais nesta letra

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