Letra de O Rio e Eu - Délcio Tavares
Disco A
01
Oh de Casa
02
Clave de Lua
03
Rancho Coração
04
Morena Orvalho dos Meus Poemas
05
Chico Mendes
06
Versos do Amor Sem Fim
07
O Rio e Eu
08
De Fletes e Amores
09
Sina Gaudéria
10
Meia Lua Levantina
11
Sanga Pitanga Sabiá
12
Quando as Horas se Alongam
13
Invernada do Coração
14
Encantado de Encantos
15
Ao Tranco
O Rio e Eu
Ao ver o rio correr bravio me perguntei
Por onde andam estas águas mal domadas
Eu sei que às vezes são serenas como asas
E às vezes tensas como potros em debandada
Ser como o rio me faz pensar num pago novo
Andar e andar, sem ter licença e nem fronteira
Poder cruzar terras sem dono ou proibidas
Vagar solito, ser remanso ou corredeira
Vestir a luz do sol em tons de colorado
E murmurar uma cantiga à luz da lua
Abrir os braços em abraços caborteiros
Ao afagar o ventre da pampa xirua
Vou como o rio sem ter desejo de voltar
Sem vacilar, seguindo o rumo que ele mande
Talvez um dia eu seja água em branca espuma
Jorrando livre no vazio de um salto grande
Por onde andam estas águas mal domadas
Eu sei que às vezes são serenas como asas
E às vezes tensas como potros em debandada
Ser como o rio me faz pensar num pago novo
Andar e andar, sem ter licença e nem fronteira
Poder cruzar terras sem dono ou proibidas
Vagar solito, ser remanso ou corredeira
Vestir a luz do sol em tons de colorado
E murmurar uma cantiga à luz da lua
Abrir os braços em abraços caborteiros
Ao afagar o ventre da pampa xirua
Vou como o rio sem ter desejo de voltar
Sem vacilar, seguindo o rumo que ele mande
Talvez um dia eu seja água em branca espuma
Jorrando livre no vazio de um salto grande