Letra de Sina Gaudéria - Délcio Tavares
Disco A
01
Oh de Casa
02
Clave de Lua
03
Rancho Coração
04
Morena Orvalho dos Meus Poemas
05
Chico Mendes
06
Versos do Amor Sem Fim
07
O Rio e Eu
08
De Fletes e Amores
09
Sina Gaudéria
10
Meia Lua Levantina
11
Sanga Pitanga Sabiá
12
Quando as Horas se Alongam
13
Invernada do Coração
14
Encantado de Encantos
15
Ao Tranco
Sina Gaudéria
Açude rompeu a taipa
Veio o pasto na mangueira
E esta sina estradeira
Que faz trocar de rincão
Tapera do coração
Que o dia se faz imenso
E o rancho pariu silêncios
Na prenhez da solidão
Na distância uma guitarra
Numa milonga gaviona
E uma china redomona
Debruçada na ilusão
Brasedo, lua e fogão
Dessa crioula vivência
E abandonar a querência
Pra cabrestear o coração
Uma porta para o mundo
E uma china no cio
A garupa de um mouro
E um rancho vazio
Estrada, amor e garupa
E um gaudério por senhor
Tem por sala um corredor
Por lampião a luz da lua
E o vento na face nua
A beijar-lhe com carinho
Mas é triste não ter ninho
E uma casa que seja sua
Gaudério tanto cruzou
Que um dia boleou a perna
A beleza não é eterna
E a china ficou na espera
Já não é mais o que era
E ao largo o tempo passou
E apenas o que restou
Foi sonho e rancho tapera
Veio o pasto na mangueira
E esta sina estradeira
Que faz trocar de rincão
Tapera do coração
Que o dia se faz imenso
E o rancho pariu silêncios
Na prenhez da solidão
Na distância uma guitarra
Numa milonga gaviona
E uma china redomona
Debruçada na ilusão
Brasedo, lua e fogão
Dessa crioula vivência
E abandonar a querência
Pra cabrestear o coração
Uma porta para o mundo
E uma china no cio
A garupa de um mouro
E um rancho vazio
Estrada, amor e garupa
E um gaudério por senhor
Tem por sala um corredor
Por lampião a luz da lua
E o vento na face nua
A beijar-lhe com carinho
Mas é triste não ter ninho
E uma casa que seja sua
Gaudério tanto cruzou
Que um dia boleou a perna
A beleza não é eterna
E a china ficou na espera
Já não é mais o que era
E ao largo o tempo passou
E apenas o que restou
Foi sonho e rancho tapera