Letra de Bochincho - Walther Morais
Disco A
01
Caudilho do Caverá
02
Um Bagual Corcoveador
03
Tordilho Negro
04
Domando a Cordeona
05
Campeiro do Rio Grande
06
Coração Italiano
07
No Estilo de Santiago
08
Entrando no M’bororé
09
Bochincho
10
De Gaúchos e Cavalos
11
Poncho Molhado
12
Aos Domingos
13
Dia de Chuva
14
Campeiro no Más
15
El Cardal
16
Rebeldia
17
No Pindurico de Uma Bailanta
18
Criado em Galpão
Bochincho
Num bochincho certa feita
Fui chegando de curioso
Que o vicio e que nem sarnoso
Nunca para e nem se ajeita
Baile de gente direita
Vi de pronto que não era
Na noite de primavera
Gaguejava a voz de um tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera"
Chinocas de todo o porte
E gaudérios do queixo roxo
Corria um bochincho froucho
Naquela noite de julho
E a não ser pelo barulho
Da velha gaita manheira
Só se ouvia a tinideira
De esporas no pedregulho
Meu pingo mascava o freio
Num palanque da ramada
Pateando de cola atada
Pois sempre fui prevenido
Em pagos desconhecido
Não me descuido por nada
Voltava de uma tropeada
E ali me achava entretido
Marca vem e marca vai
E a cordeona resmungava
Mas tinha um índio que olhava
Demais, pra minha chinoca
Lagarto que sai da toca
Quer chumbo, diz o ditado
E eu me paro embodocado
Quando um olhar me provoca
Me rasgaram a bombacha
E me esfiaparam todo o pala
Mas fiquei dono da sala
E antes que clareasse o dia
Vi o ultimo que fugia
Num zaino mouro de em pelo
Mas deixaram pra sinuelo
A china que eu mais queria
Fui chegando de curioso
Que o vicio e que nem sarnoso
Nunca para e nem se ajeita
Baile de gente direita
Vi de pronto que não era
Na noite de primavera
Gaguejava a voz de um tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera"
Chinocas de todo o porte
E gaudérios do queixo roxo
Corria um bochincho froucho
Naquela noite de julho
E a não ser pelo barulho
Da velha gaita manheira
Só se ouvia a tinideira
De esporas no pedregulho
Meu pingo mascava o freio
Num palanque da ramada
Pateando de cola atada
Pois sempre fui prevenido
Em pagos desconhecido
Não me descuido por nada
Voltava de uma tropeada
E ali me achava entretido
Marca vem e marca vai
E a cordeona resmungava
Mas tinha um índio que olhava
Demais, pra minha chinoca
Lagarto que sai da toca
Quer chumbo, diz o ditado
E eu me paro embodocado
Quando um olhar me provoca
Me rasgaram a bombacha
E me esfiaparam todo o pala
Mas fiquei dono da sala
E antes que clareasse o dia
Vi o ultimo que fugia
Num zaino mouro de em pelo
Mas deixaram pra sinuelo
A china que eu mais queria