Letra de Maneco Pata - Mano Lima
Disco A
01
Campeiros de Hoje em Dia
02
Eu Já Nasci de Bigode
03
Índio do M'bororé
04
Decadência
05
A "fia" do João Ventura
06
Até Em Sonho Já me Bastaria
07
Maneco Pata
08
Gripe do Porco
09
A Largura da Bombacha
10
Numa Sexta-feira Santa
11
Chico Bastos
12
Eu Não Sei Mais Nada
13
Perceverano Medeiros
14
Me Dá um "xuxi"
15
Não Bota Fora Teu "Apareio"
16
Virou Linguiça
17
Homem do Campo
18
As Estações de Cristo
Maneco Pata
Sou montaraz, meu amigo, e gosto do meu serviço,
Vivo nos matos solito, dormindo numa tarimba.
Pau que eu não tiro no ombro, uma junta de boi não tira,
E tenho o couro mais forte do que a casca da imbira.
Conheço a natureza e a força que ela tem,
E pela casca a madeira das árvore que são de lei.
Conheço também aquelas que todos os males cura,
E o chá, pela tintura do jujo que me faz bem.
Moro lá no Capão Feio, amasiado c'o a guajuvira,
Na sombra dela eu mateio despôs que paro da lida.
Tenho um cusquinho brasino que é o meu fiel companheiro,
Um facão e uma puínha e um machado de falquejo.
Eu conheço bem as fera, sei onde o perigo habita,
A cruzeira não me pica e a quatiara também não,
E a coral de malha forte que tem o couro malhado,
O veneno tá concentrado na ponta do meu facão.
Minha guajuvira é grossa e eu sou grosso também,
Mas é a madeira mais dura que dá o porrete de lei,
Foi até que melodia que levou o braço do peão,
Por isso, minha guajuvira, nós andemo em extinção.
Que nem angico vermelho, daquele que é revesado,
Daquele angico que é brabo e duro de se lascar,
Eu e a minha guajuvira andemo, nós dois, solito,
No mundo dos mariquito, só o tempo vai nos dobrar.
Vivo nos matos solito, dormindo numa tarimba.
Pau que eu não tiro no ombro, uma junta de boi não tira,
E tenho o couro mais forte do que a casca da imbira.
Conheço a natureza e a força que ela tem,
E pela casca a madeira das árvore que são de lei.
Conheço também aquelas que todos os males cura,
E o chá, pela tintura do jujo que me faz bem.
Moro lá no Capão Feio, amasiado c'o a guajuvira,
Na sombra dela eu mateio despôs que paro da lida.
Tenho um cusquinho brasino que é o meu fiel companheiro,
Um facão e uma puínha e um machado de falquejo.
Eu conheço bem as fera, sei onde o perigo habita,
A cruzeira não me pica e a quatiara também não,
E a coral de malha forte que tem o couro malhado,
O veneno tá concentrado na ponta do meu facão.
Minha guajuvira é grossa e eu sou grosso também,
Mas é a madeira mais dura que dá o porrete de lei,
Foi até que melodia que levou o braço do peão,
Por isso, minha guajuvira, nós andemo em extinção.
Que nem angico vermelho, daquele que é revesado,
Daquele angico que é brabo e duro de se lascar,
Eu e a minha guajuvira andemo, nós dois, solito,
No mundo dos mariquito, só o tempo vai nos dobrar.