Letra de A "fia" do João Ventura - Mano Lima
Disco A
01
Campeiros de Hoje em Dia
02
Eu Já Nasci de Bigode
03
Índio do M'bororé
04
Decadência
05
A "fia" do João Ventura
06
Até Em Sonho Já me Bastaria
07
Maneco Pata
08
Gripe do Porco
09
A Largura da Bombacha
10
Numa Sexta-feira Santa
11
Chico Bastos
12
Eu Não Sei Mais Nada
13
Perceverano Medeiros
14
Me Dá um "xuxi"
15
Não Bota Fora Teu "Apareio"
16
Virou Linguiça
17
Homem do Campo
18
As Estações de Cristo
A "fia" do João Ventura
A sorte a gente acha
E o azar a gente procura
Encilhei uma égua baia
Com as quatro pata escura
Botei uma bombacha branca
E um lenço de seda pura
Fui visitar a namorada
A fia do João Ventura
Saí pachola assobiando
De longe, eu vi minha prenda
Tava linda me esperando
Na jinela da fazenda
Me mandou que eu passasse
E o assunto não vinha
Era um tempo de seca
Há muito que não chovia
Disse ela: - Sai a lua
Que o tempo chove de fato!
Eu disse: - Se não na nova,
Pode chover entre os quarto!
O assunto tava lindo
Mas, nisso, o véio chegou
E eu resolvi vim me embora
E aí que não prestou
Um cusco véio brasino
Desses que chamam o campeiro
Dessas mistura de raça
Mas tem lagarto no meio
Despôs que pega não larga
Obedece nem o dono
Mordeu no garrão da égua
Que me deu um baita tombo
Aquela égua veiaqueando
E me cruzando por cima
Inda ia me mijando
Oigalê! Que triste sina
Eu não queria afrouxar
E o João Ventura não vinha
E a namorada me olhando
Dando adeus pro Mano Lima
A minha bombacha branca
Ficou vermelha de terra
Meu lenço de seda pura
Fedia a mijo de égua
(O cabresto, eu não frouxei
Os arreio, eu não perdi
Mas a fia do Ventura
Eu nunca mais a vi.) Bis
E o azar a gente procura
Encilhei uma égua baia
Com as quatro pata escura
Botei uma bombacha branca
E um lenço de seda pura
Fui visitar a namorada
A fia do João Ventura
Saí pachola assobiando
De longe, eu vi minha prenda
Tava linda me esperando
Na jinela da fazenda
Me mandou que eu passasse
E o assunto não vinha
Era um tempo de seca
Há muito que não chovia
Disse ela: - Sai a lua
Que o tempo chove de fato!
Eu disse: - Se não na nova,
Pode chover entre os quarto!
O assunto tava lindo
Mas, nisso, o véio chegou
E eu resolvi vim me embora
E aí que não prestou
Um cusco véio brasino
Desses que chamam o campeiro
Dessas mistura de raça
Mas tem lagarto no meio
Despôs que pega não larga
Obedece nem o dono
Mordeu no garrão da égua
Que me deu um baita tombo
Aquela égua veiaqueando
E me cruzando por cima
Inda ia me mijando
Oigalê! Que triste sina
Eu não queria afrouxar
E o João Ventura não vinha
E a namorada me olhando
Dando adeus pro Mano Lima
A minha bombacha branca
Ficou vermelha de terra
Meu lenço de seda pura
Fedia a mijo de égua
(O cabresto, eu não frouxei
Os arreio, eu não perdi
Mas a fia do Ventura
Eu nunca mais a vi.) Bis