Letra de Romance da China Bugra - Álvaro Neves
Disco A
01
De Lida e Poesia
02
Campo, Quimera e Amargo
03
Dos Teus Olhos
04
Encantamento
05
Fandango no Povoado
06
Amor Costeiro
07
Pra Quem é Campeiro
08
Quando o Amor Bate ao Rancho
09
Chote das Sete Voltas
10
Festa do Churrasco
11
Poncho do Amor
12
Querência Azul
13
Sempre Teu
14
Rio Grande Monarca
15
Romance da China Bugra
16
Pra Quem Amarga um Mate
17
Sonho de Peão
Romance da China Bugra
Álvaro neves
Na ansiedade, de dizer o que eu sinto
Vou falquejando, passo a passo, a solidão
Vou retratando, impassível sentimento
Que se deflagra, desde a prima até o bordão
Vou contornando, à despacito o horizonte
Vendo repontes, colorados no olhar
E este calor, rubro da tarde que se adentra
Vem mormacento, até o rancho, se deitar
Mano a mano emparelha o peito em brasa
E traz no lombo, a quimera do meu passado
Feito carancho, que se achega, sem licença
Trazendo o gosto, de um amargo, já lavado
Sina deixada, pela china caborteira
Que tão matreira aceitou, o catre meu
Tão, de repente levando, porém embora
A alegria, deste olhar que se perdeu
O sebruno bufa, roçando o alambrado
E a cusca negra rosna, inquieta e desconfiada
Sentiu no pêlo, a solidão, na alma do dono
Que se arranchou, nesta milonga bordoneada
Sina malvada, de quem mira, noite e dia
A espera longa, que bem certo, um fim não tem
Sorvendo, o mate, da saudade e da espera
Da china bugra, que no horizonte não vem
Deixou no catre, o cheiro, do corpo trigueiro
E o vulto do olhar, moreno, cor da terra
Deixou o cheiro de duas tranças morenas
E esta saudade, que se alarga e não se encerra
Que o minuano espalhe, um dia, esta milonga
Livre nos campos, negra, qual assombração
Contando, o causo, daquela chinoca bugra
Que para sempre pealou meu coração
Na ansiedade, de dizer o que eu sinto
Vou falquejando, passo a passo, a solidão
Vou retratando, impassível sentimento
Que se deflagra, desde a prima até o bordão
Vou contornando, à despacito o horizonte
Vendo repontes, colorados no olhar
E este calor, rubro da tarde que se adentra
Vem mormacento, até o rancho, se deitar
Mano a mano emparelha o peito em brasa
E traz no lombo, a quimera do meu passado
Feito carancho, que se achega, sem licença
Trazendo o gosto, de um amargo, já lavado
Sina deixada, pela china caborteira
Que tão matreira aceitou, o catre meu
Tão, de repente levando, porém embora
A alegria, deste olhar que se perdeu
O sebruno bufa, roçando o alambrado
E a cusca negra rosna, inquieta e desconfiada
Sentiu no pêlo, a solidão, na alma do dono
Que se arranchou, nesta milonga bordoneada
Sina malvada, de quem mira, noite e dia
A espera longa, que bem certo, um fim não tem
Sorvendo, o mate, da saudade e da espera
Da china bugra, que no horizonte não vem
Deixou no catre, o cheiro, do corpo trigueiro
E o vulto do olhar, moreno, cor da terra
Deixou o cheiro de duas tranças morenas
E esta saudade, que se alarga e não se encerra
Que o minuano espalhe, um dia, esta milonga
Livre nos campos, negra, qual assombração
Contando, o causo, daquela chinoca bugra
Que para sempre pealou meu coração