Letra de De Lida e Poesia - Álvaro Neves
Disco A
01
De Lida e Poesia
02
Campo, Quimera e Amargo
03
Dos Teus Olhos
04
Encantamento
05
Fandango no Povoado
06
Amor Costeiro
07
Pra Quem é Campeiro
08
Quando o Amor Bate ao Rancho
09
Chote das Sete Voltas
10
Festa do Churrasco
11
Poncho do Amor
12
Querência Azul
13
Sempre Teu
14
Rio Grande Monarca
15
Romance da China Bugra
16
Pra Quem Amarga um Mate
17
Sonho de Peão
De Lida e Poesia
Álvaro Neves e Tchê Zico
Com a guitarra pampeana adegalço mil poesias
Que por estas sesmarias volteio a cada verso
O campo é meu universo e nem o tempo demuda
Se a lida vem carrancuda, meu lirismo é inverso
Tropeando a duras penas bordei muito pago a casco
Honro o pelo pardo vasco de vaqueano campesino
Ginetear potros malinos recrutar tropa estourada
Por corredor e pousada, sobre os recaus é meu destino
Ao fim de la tardezita, chimarroneio contento
Tranço ou sovo uns tentos, pra os preparos de campeiro
O cusco e um oveiro companheiro junto as brasas
Sentem a alma abrir asas, num guitarrear de fronteiro
De frente para a coxilha, este galpão me resguarda
Quero-queros montam guarda, do vazerdo fazem posto
Pra tempo maulo de agosto, um poncho sempre de jeito
Um gateado a preceito e um par de arreios a gosto
O olho “d água” das pedras verte inverno e verão
Um capão de mato limpo, refúgio da cavalhada
Gado de lei na invernada me confia o patrão
Me gusta ser um peão, da estãncia da mão pelada
Desgarronei de um potro estas perneiras que calço
E quando a perna alço, pouco me importa o serviço
Colmilhudo ou noviço, que dudar por quebra freio
Já se vê num tempo feio, não deixo passar por isso
Assim me forjou a querência, no rigor das lides rurais
Trago o barro dos currais e acôos no dia a dia
A cuscada em correria, ringir de bastos em soalheira
Uma paisana trigueira, traz à vida mais valia
Com a guitarra pampeana adegalço mil poesias
Que por estas sesmarias volteio a cada verso
O campo é meu universo e nem o tempo demuda
Se a lida vem carrancuda, meu lirismo é inverso
Tropeando a duras penas bordei muito pago a casco
Honro o pelo pardo vasco de vaqueano campesino
Ginetear potros malinos recrutar tropa estourada
Por corredor e pousada, sobre os recaus é meu destino
Ao fim de la tardezita, chimarroneio contento
Tranço ou sovo uns tentos, pra os preparos de campeiro
O cusco e um oveiro companheiro junto as brasas
Sentem a alma abrir asas, num guitarrear de fronteiro
De frente para a coxilha, este galpão me resguarda
Quero-queros montam guarda, do vazerdo fazem posto
Pra tempo maulo de agosto, um poncho sempre de jeito
Um gateado a preceito e um par de arreios a gosto
O olho “d água” das pedras verte inverno e verão
Um capão de mato limpo, refúgio da cavalhada
Gado de lei na invernada me confia o patrão
Me gusta ser um peão, da estãncia da mão pelada
Desgarronei de um potro estas perneiras que calço
E quando a perna alço, pouco me importa o serviço
Colmilhudo ou noviço, que dudar por quebra freio
Já se vê num tempo feio, não deixo passar por isso
Assim me forjou a querência, no rigor das lides rurais
Trago o barro dos currais e acôos no dia a dia
A cuscada em correria, ringir de bastos em soalheira
Uma paisana trigueira, traz à vida mais valia