Letra de Cavaleiro das Ondas - Miro Saldanha

Cavaleiro das Ondas

(Miro Saldanha)

Tal como as lendas de sereias e mães-d’água,
Minha história com as águas tem começo meio e fim;
Quando eu apeio e solto as rédeas na areia,
Contemplando a lua cheia, minha alma sai de mim.
Tenho, com as águas, uma estranha intimidade;
Como uma cumplicidade que me traz a este lugar;
Onde a razão busca razões, mas não entende
Qual o elo que me prende a esta areia e a este mar.
xxxxx

REFRÃO

E quando a hora programada ,e que é só minha,
Puxar a ponta da linha me chamando para cá,
Quem me buscar não busque entre as rédeas caídas!
Siga as águas na descida que depressa chegará!
Não me procure onde o sol poente some
Nem na cruz com o meu nome, porque não me encontrará.
Mas onde o mar beijar a lua tão redonda,
Depois da última onda, certamente estarei lá!

xxxxx

Tem algo aqui de instinto e não de raciocínio,
Que exerce esse fascínio desse jeito sempre igual;
Que está na brisa, nessas velas, nessas cores,
No suor dos pescadores feito de água, sol e sal!
Às vezes, penso que eu cheguei com as correntezas;
Que nasci nas profundezas, só depois fui flutuar.
E, se é verdade que o bom filho à casa torna,
Esta água meio morna , um verão, vai me levar.

xxxxx
REFRÃO

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