Letra de O canto do Carreteiro - Miro Saldanha

O canto do Carreteiro

(Miro Saldanha)

Sonolento fim de tarde de um retalho de verão;
Cascos que vieram de longe, martelando sobre o chão;
Pés descalços na poeira, marcas de calo na mão;
Lábios que juntam, sem pressa, fragmentos de canção:

REFRÃO

“Vai, carreta! Vai Rodando!
Vai, que o tempo é patrão!
Em cada roda que gira, corta tiras deste chão!
Vai, boiada!
Vai, que há bocas que choram com fome de grão!
E da terra que o boi amassa vem a massa do meu pão.” (bis)

x.x.x.x.

À noite, vem a saudade se chegar, branda e faceira,
Cantando frases perdidas da toada carreteira;
As mãos, num gesto de fada torcendo vestes caseiras,
Penduram trapos de sonhos nos arames da porteira!

x.x.x.x
REFRÃO
x.x.x.x

Ainda a última brasa teima em ficar acordada,
Queimando um resto de vida na fogueira já cansada,
Lá se vai o carreteiro, deixando, atrás, a toada
Escrita em letras de poeira pelos cascos da boiada!

x.x.x.x
REFRÃO
……
“Vai...! Vai...!”

Mais álbuns de Miro Saldanha

Capa do álbum Algo Estranho
CD 2004
Miro Saldanha
Algo Estranho
Capa do álbum Um Canto Meu
CD 2007
Miro Saldanha
Um Canto Meu
Capa do álbum O Rastro e a Poeira
CD 2009
Miro Saldanha
O Rastro e a Poeira
Capa do álbum Pedaços
CD 2011
Miro Saldanha
Pedaços
Capa do álbum Varais de Esperanças
CD 2017
Miro Saldanha
Varais de Esperanças
Capa do álbum Paixão de Violeiro
CD 1998
Miro Saldanha
Paixão de Violeiro