Letra de De Guitarra Y Luna - Miro Saldanha

De Guitarra Y Luna

(Miro Saldanha)

Eu moro num rancho a quatro ganchose costaneira,
Marco de fronteira, ponto de partida.
Quando o sol levanta e a vida canta na cigarra,
Eu pego aguitarra, pra cantar a vida.
Meu canto de paz, no bojo, traz cantos de guerra
E o sangue da terra, que é seiva na planta.
Eu entro de frente nosambientes requintados,
Mas, por outro lado, o simples me encanta.

REFRÃO

Meu canto charrua se veste de gala
E o Uruguai me embala num tronco de corticeira;
Se um tango flutua, num passo perfeito,
Coração, no peito, bate zamba y chacarera.

Se o Uruguai recua, eu cruzo montado;
Vou buscando o som de um bandoneon pela fronteira.
Dois olhos de luanum corpo bem feito,
E um bombo, no peito, bate zamba y chacarera.

x.x..x.x

Há quem diga que eu sou o mais ateu dos infelizes,
Por não ter raízes nem querer fortuna;
Por viver à beira da ladeira do abandono,
Dos catres sem dono, yde guitarra y luna.
Mas de que me adianta terra tanta e gado miúdo,
Se quem tem de tudo, por pouco se arrasta?
E se não me enfeitiça essa cobiça sem medida
É porque, tendo a vida, meu pouco me basta.

REFRÃO (bis)

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