Letra de Os Dois Lados do Mesmo Rio - Valdomiro Maicá
Disco A
01
Bailanta do Sapucay
02
Balseiros do Rio Uruguai
03
Amigos do Rio Uruguai
04
De Esvaziá Cadeira
05
Tributo Missioneiro
06
Missioneiro da Moda Antiga
07
Rio Grande dos Alambrados
08
Bailanta da Alpargata
09
Pra Que Saibam Quem Eu Sou
10
Varando o Uruguai a Remo
11
À Luz da Lamparina
12
No Bufo Duma Vaneira
13
Marca Missioneira
14
Canto de Esperança
15
Vaneira da Minha Terra
16
Os Dois Lados do Mesmo Rio
17
História de Quem Produz
18
Canção Para Ninar o Sonho de Um Guri Pescador
19
Porto Inseguro
Os Dois Lados do Mesmo Rio
(letra: Rômulo Chaves | música: Valdomiro Maicá)
(poema incidental: "mãe natureza" de gilberto josé goerck)
Uruguai de todos nós, costeiros dos chamamés
Riqueza dos catarinas, gaúchos, argentinos e uruguaios
Lá no prata, riqueza sulamericana, primo irmão do rio paraná e paraguai
Santificado' sejam eles, habitados pelos dourados e de tantos outros peixes
Riquíssima fauna, perdoai, senhor aos que os poluem
Iluminai-nos para que com a colaboração de todos nós vos deixaremos potáveis
Fizestes o salto grande que tudo engole
Entendemos o recado da mãe natureza
O mesmo rio pra dividir mato e lavoura
A mesma alma com dois lados diferentes
Se o veneno vai matando a vida aos poucos
É lá no mato que resistem as nascentes
Fiquei olhando aquela imagem tão marcante
Por um momento refleti sobre o futuro
O que será do nosso mundo mais adiante
Se a gente mata o que é vida, o que é puro
Lá vai o rio com diferença nas barrancas
Um lado é verde e o outro terra e grão
Também os homens têm dois lados tão distintos
Um lado é lucro, outro lado é coração
Penso que a terra precisa ser plantada
Me entristece quando o campo é esquecido
Mas harmonia é sempre importante
Pois sem o mato fica o rio desprotegido
A gente busca evolução, todos já sabem
Mas sempre a vida está em primeiro lugar
Se o rio morrer, vai dar vida a uma sede
Que o dinheiro jamais pode saciar
Lá vai o rio com diferença nas barrancas...
(poema incidental: "mãe natureza" de gilberto josé goerck)
Uruguai de todos nós, costeiros dos chamamés
Riqueza dos catarinas, gaúchos, argentinos e uruguaios
Lá no prata, riqueza sulamericana, primo irmão do rio paraná e paraguai
Santificado' sejam eles, habitados pelos dourados e de tantos outros peixes
Riquíssima fauna, perdoai, senhor aos que os poluem
Iluminai-nos para que com a colaboração de todos nós vos deixaremos potáveis
Fizestes o salto grande que tudo engole
Entendemos o recado da mãe natureza
O mesmo rio pra dividir mato e lavoura
A mesma alma com dois lados diferentes
Se o veneno vai matando a vida aos poucos
É lá no mato que resistem as nascentes
Fiquei olhando aquela imagem tão marcante
Por um momento refleti sobre o futuro
O que será do nosso mundo mais adiante
Se a gente mata o que é vida, o que é puro
Lá vai o rio com diferença nas barrancas
Um lado é verde e o outro terra e grão
Também os homens têm dois lados tão distintos
Um lado é lucro, outro lado é coração
Penso que a terra precisa ser plantada
Me entristece quando o campo é esquecido
Mas harmonia é sempre importante
Pois sem o mato fica o rio desprotegido
A gente busca evolução, todos já sabem
Mas sempre a vida está em primeiro lugar
Se o rio morrer, vai dar vida a uma sede
Que o dinheiro jamais pode saciar
Lá vai o rio com diferença nas barrancas...