Letra de No Mesmo Tranco - Zezinho e Floreio
Disco A
01
Do Jeito Que Eu Gosto
02
Bem Desse Jeito Que Eu Sou
03
Abaixo de Tempo Feio
04
Num Retrato da Fronteira
05
Surungo Gaita e Farrancho
06
No Mesmo Tranco
07
No Rastro de Uma Milonga
08
Sonhos Campesinos
09
Farrancho na Serra
10
Na Solidão de um Chamame
11
Das Mãos do Gaiteiro
12
Baile Campeiro
13
Na Outra Ponta do Laço
14
Saudade de Matão
15
Último Baile
No Mesmo Tranco
Ouvindo as esporas me fiz andarengo,
Por ser meio rengo uma canta em primeira
A outra responde num tom mais acima
E as duas se afinam dançando a vaneira.
Assim é a vida, assim é meu jeito,
Se tenho defeitos, virtudes me sobram
Não grito por pouco, não pulo janela
E só na capela meus joelhos se dobram.
Sou voz de cordeona que brota da alma
As vezes com calma e outras nem tanto.
Eu sou o Rio Grande que vem do gaitaço
Com ela nos braços é qu ‘eu me garanto.
Tudo que eu sei aprendi nos “aperto”
O campo liberto foi meu gabinete,
Se tudo vem fácil a gente nem nota
E a perna cambota não faz o ginete
Eu sou sempre o mesmo, não mudo a pegada,
Por coisas passadas não perco meu sono.
Não gosto de burro qu’ é manso por magro
Mas quando tratado derruba o seu dono.
Ref
Eu sigo na lida de taura gaiteiro
Tapeando o sombreiro e suando a camisa
D’estampa campeira meu luxo é o sorriso
Prum cabelo liso nem pente precisa.
Cortado do tempo que a tudo consome
Não sou mais um homem de farra em balcão
Mas levo ao reponte a mesma cantiga
Que fala de vida, de povo e de chão.
Por ser meio rengo uma canta em primeira
A outra responde num tom mais acima
E as duas se afinam dançando a vaneira.
Assim é a vida, assim é meu jeito,
Se tenho defeitos, virtudes me sobram
Não grito por pouco, não pulo janela
E só na capela meus joelhos se dobram.
Sou voz de cordeona que brota da alma
As vezes com calma e outras nem tanto.
Eu sou o Rio Grande que vem do gaitaço
Com ela nos braços é qu ‘eu me garanto.
Tudo que eu sei aprendi nos “aperto”
O campo liberto foi meu gabinete,
Se tudo vem fácil a gente nem nota
E a perna cambota não faz o ginete
Eu sou sempre o mesmo, não mudo a pegada,
Por coisas passadas não perco meu sono.
Não gosto de burro qu’ é manso por magro
Mas quando tratado derruba o seu dono.
Ref
Eu sigo na lida de taura gaiteiro
Tapeando o sombreiro e suando a camisa
D’estampa campeira meu luxo é o sorriso
Prum cabelo liso nem pente precisa.
Cortado do tempo que a tudo consome
Não sou mais um homem de farra em balcão
Mas levo ao reponte a mesma cantiga
Que fala de vida, de povo e de chão.