Letra de Num Retrato da Fronteira - Zezinho e Floreio

Num Retrato da Fronteira

A silhueta de um poncho em negro véu...
Que a madrugada estendeu no pastiçal,
Abriu olheiras baetando um azul do céu,
Cascos ariscos sapateando pelo serenal;

Assim se vão os campeiros rumo o posto,
Coscorra inquieta retrucando os assobios,
Abas caídas desenhando sombra no rosto,
Ponchos abertos tremulando contra o frio;
E o meu gateado reluzindo sua estampa,
Enquanto a pampa se levanta despacito,
Olhos atentos vão costeando todo mato,
Belo retrato deste meu rincão bendito;

O silêncio deste campos são quebrados,
Entre gritos e o berro da tropa inteira...
Até as garças ilustrando o seu bailado,
Enchem de vida as estâncias da fronteira;

A sombra grande desenhou os tarumãs,
Vestiu o poncho de guanchuma e maçanilha,
Encheu-me os olhos nas cores desta manhã...
Por onde a geada não bordou nestas coxilhas;

E o tempo curto vai gastando toda a vida,
Enquanto a lida pede tempo pros arreios,
Fecho um baio e sobre a anca do gateado...
Bombeio o gado num pelado de rodeio;
Expressões Regionais nesta letra

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