Letra de Num Retrato da Fronteira - Zezinho e Floreio
Disco A
01
Do Jeito Que Eu Gosto
02
Bem Desse Jeito Que Eu Sou
03
Abaixo de Tempo Feio
04
Num Retrato da Fronteira
05
Surungo Gaita e Farrancho
06
No Mesmo Tranco
07
No Rastro de Uma Milonga
08
Sonhos Campesinos
09
Farrancho na Serra
10
Na Solidão de um Chamame
11
Das Mãos do Gaiteiro
12
Baile Campeiro
13
Na Outra Ponta do Laço
14
Saudade de Matão
15
Último Baile
Num Retrato da Fronteira
A silhueta de um poncho em negro véu...
Que a madrugada estendeu no pastiçal,
Abriu olheiras baetando um azul do céu,
Cascos ariscos sapateando pelo serenal;
Assim se vão os campeiros rumo o posto,
Coscorra inquieta retrucando os assobios,
Abas caídas desenhando sombra no rosto,
Ponchos abertos tremulando contra o frio;
E o meu gateado reluzindo sua estampa,
Enquanto a pampa se levanta despacito,
Olhos atentos vão costeando todo mato,
Belo retrato deste meu rincão bendito;
O silêncio deste campos são quebrados,
Entre gritos e o berro da tropa inteira...
Até as garças ilustrando o seu bailado,
Enchem de vida as estâncias da fronteira;
A sombra grande desenhou os tarumãs,
Vestiu o poncho de guanchuma e maçanilha,
Encheu-me os olhos nas cores desta manhã...
Por onde a geada não bordou nestas coxilhas;
E o tempo curto vai gastando toda a vida,
Enquanto a lida pede tempo pros arreios,
Fecho um baio e sobre a anca do gateado...
Bombeio o gado num pelado de rodeio;
Que a madrugada estendeu no pastiçal,
Abriu olheiras baetando um azul do céu,
Cascos ariscos sapateando pelo serenal;
Assim se vão os campeiros rumo o posto,
Coscorra inquieta retrucando os assobios,
Abas caídas desenhando sombra no rosto,
Ponchos abertos tremulando contra o frio;
E o meu gateado reluzindo sua estampa,
Enquanto a pampa se levanta despacito,
Olhos atentos vão costeando todo mato,
Belo retrato deste meu rincão bendito;
O silêncio deste campos são quebrados,
Entre gritos e o berro da tropa inteira...
Até as garças ilustrando o seu bailado,
Enchem de vida as estâncias da fronteira;
A sombra grande desenhou os tarumãs,
Vestiu o poncho de guanchuma e maçanilha,
Encheu-me os olhos nas cores desta manhã...
Por onde a geada não bordou nestas coxilhas;
E o tempo curto vai gastando toda a vida,
Enquanto a lida pede tempo pros arreios,
Fecho um baio e sobre a anca do gateado...
Bombeio o gado num pelado de rodeio;