Letra de Tapeando o Sombreiro - Mauro Moraes
Disco A
01
Romance Milongueado
02
São as Armas Que Conheço
03
Chamigo
04
Bem Campante
05
Pega Pra Capá e Trancaço
06
Estrada Nova
07
Cuia e Cambona
08
Cuidando o Campo
09
Um Gaúcho Pega a Estrada
10
Estampa de Peão Fronteiro
11
Tudo na Alma
12
Um Milongão Dos "Veiaco"
13
Milonga do Meu Assado
14
Milonga Pra Te Lembrar
15
Fim de Mês
16
Tapeando o Sombreiro
Tapeando o Sombreiro
Quem sabe os gaúchos, os homens do sul, da serra ou missões
Um dia por certo vão cantar para todos e falarem daqui...
Quem sabe a campanha, a fronteira do pampa aqui do garrão
Um dia por certo vai "guentar" o tirão e vai pensar mais em si...
Quem sabe um dia as guitarras campeiras, entoem milongas
Falando do campo, contando do sul, para o pago inteiro.
E as nossas cordeonas acordem os vizinhos, que dormem a tempo
Com sons de clarins, dizendo a todos um "buenas parceiro".
O sul, um dia vai falar por nós, com toda a sua voz!
O sul, um dia vai falar por nós, com a sua própria voz!
"quem sabe um dia os cavalos crioulos aqui da fronteira,
Esbarrem no norte erguendo poeira, com um freio de ouro...
E o sangue dos pampas, dos dévons e angus
Corra pelas veias do brasil central, parindo divisas,
Além de outros touros".
Quem sabe o rio grande vai servir um mate cevado a capricho
Pra adoçar a alma dos que se extraviaram por toda a nação.
E assim um campeiro alcance outro mate com jujos na água
Recém camboneada do rio araguaia, pra palma da mão.
Quem sabe o rio grande ensine a todos a força de um povo
Que canta sua terra, que luta e trabalha e a conhece de cor.
Quem sabe o gaúcho vai mostrar sua cara e por brasileiro
Tapeando o sombreiro, lhe olhem de perto e lhe vejam melhor!
Um dia por certo vão cantar para todos e falarem daqui...
Quem sabe a campanha, a fronteira do pampa aqui do garrão
Um dia por certo vai "guentar" o tirão e vai pensar mais em si...
Quem sabe um dia as guitarras campeiras, entoem milongas
Falando do campo, contando do sul, para o pago inteiro.
E as nossas cordeonas acordem os vizinhos, que dormem a tempo
Com sons de clarins, dizendo a todos um "buenas parceiro".
O sul, um dia vai falar por nós, com toda a sua voz!
O sul, um dia vai falar por nós, com a sua própria voz!
"quem sabe um dia os cavalos crioulos aqui da fronteira,
Esbarrem no norte erguendo poeira, com um freio de ouro...
E o sangue dos pampas, dos dévons e angus
Corra pelas veias do brasil central, parindo divisas,
Além de outros touros".
Quem sabe o rio grande vai servir um mate cevado a capricho
Pra adoçar a alma dos que se extraviaram por toda a nação.
E assim um campeiro alcance outro mate com jujos na água
Recém camboneada do rio araguaia, pra palma da mão.
Quem sabe o rio grande ensine a todos a força de um povo
Que canta sua terra, que luta e trabalha e a conhece de cor.
Quem sabe o gaúcho vai mostrar sua cara e por brasileiro
Tapeando o sombreiro, lhe olhem de perto e lhe vejam melhor!