Letra de Estampa de Peão Fronteiro - Mauro Moraes
Disco A
01
Romance Milongueado
02
São as Armas Que Conheço
03
Chamigo
04
Bem Campante
05
Pega Pra Capá e Trancaço
06
Estrada Nova
07
Cuia e Cambona
08
Cuidando o Campo
09
Um Gaúcho Pega a Estrada
10
Estampa de Peão Fronteiro
11
Tudo na Alma
12
Um Milongão Dos "Veiaco"
13
Milonga do Meu Assado
14
Milonga Pra Te Lembrar
15
Fim de Mês
16
Tapeando o Sombreiro
Estampa de Peão Fronteiro
Uma perdiz " a lo largo"
Voa e assombra o bagual,
Vou tenteando no bocal
E deixo o potro sentado
"afrouxo" o corpo, e entonado
Faço um bichinho com a boca
Por que um susto é coisa "poca"
Pra quem vive enforquilhado.
E se o ventena se arrasta
Batendo firme os "esteio",
Eu saio atando no "reio"
Caixão golpeado pra trás,
É bem assim que se faz
Nos pagos da minha "santana"
Porque a alma castelhana
Não se entrega assim "no más".
E sempre nos fins de tarde
Um mate novo me espera
E uma flor de primavera
Pra matear junto comigo
Se a lida bruta é um perigo,
Seu beijo doce me acalma
E amanso as coisas da alma
Quando em seus braços me abrigo.
Não é "changa" paisanito
A vida que a gente leva,
Que a sorte arisca, maleva
Venha do jeito que vier
Pois tendo rancho e mulher
Parceira, sempre, pra um mate
O resto é luta, faz parte
Seja como deus quiser.
Ainda tenho um tordilha
E dois " ovelheiros picassos",
Mais a força do meu braço
E um quatro tentos grongueiro,
O velho tino campeiro
Na cadência das esporas
E a ciência do campo a fora
Pra "costeá" zebú matreiro
E se não fosse os cachorros
E a "pata" da minha tordilha
Te juro, muita novilha
Tinha se enfiado no mato
Mas quando atravesso o rastro,
Isto aprendi, muito cedo
Misturo jeito e segredo
E acho uns "toco" pra o meu laço
Voa e assombra o bagual,
Vou tenteando no bocal
E deixo o potro sentado
"afrouxo" o corpo, e entonado
Faço um bichinho com a boca
Por que um susto é coisa "poca"
Pra quem vive enforquilhado.
E se o ventena se arrasta
Batendo firme os "esteio",
Eu saio atando no "reio"
Caixão golpeado pra trás,
É bem assim que se faz
Nos pagos da minha "santana"
Porque a alma castelhana
Não se entrega assim "no más".
E sempre nos fins de tarde
Um mate novo me espera
E uma flor de primavera
Pra matear junto comigo
Se a lida bruta é um perigo,
Seu beijo doce me acalma
E amanso as coisas da alma
Quando em seus braços me abrigo.
Não é "changa" paisanito
A vida que a gente leva,
Que a sorte arisca, maleva
Venha do jeito que vier
Pois tendo rancho e mulher
Parceira, sempre, pra um mate
O resto é luta, faz parte
Seja como deus quiser.
Ainda tenho um tordilha
E dois " ovelheiros picassos",
Mais a força do meu braço
E um quatro tentos grongueiro,
O velho tino campeiro
Na cadência das esporas
E a ciência do campo a fora
Pra "costeá" zebú matreiro
E se não fosse os cachorros
E a "pata" da minha tordilha
Te juro, muita novilha
Tinha se enfiado no mato
Mas quando atravesso o rastro,
Isto aprendi, muito cedo
Misturo jeito e segredo
E acho uns "toco" pra o meu laço