Letra de De Cruzada - Lisandro Amaral
Disco A
01
No Garrão de um Milonguear
02
Romance de Lua e Estrada
03
Ponciano, Te Vai Com Deus
04
Chamarrita y Vichadero
05
Chote Fronteiriço
06
Fazendo Tropilha
07
Ritual de Morte e Manada
08
Meu Pôr-do-sol
09
Romance do João Guerreiro
10
Chamando Tropa
11
Milonga no Fim do Laço
12
Do Meu Coração
13
De Cruzada
14
No Tempo do Quintino
De Cruzada
Avisto quincha e torrão num povoado em são martin
Vejo um pedaço de mim extraviado n'outra era
Foi morada, hoje espera poetizando agonias
Pois no museu destes dias não nos vale ser tapera
Tomba a quincha, rompe o barro qual um pranto terminal
Do abrigo tradicional trincheira perante a guerra
Hoje um semblante que encerra depois do ser e o partir
Há um destino a seguir...todos voltamos pra terra
Eu que venho de cruzada desgastando nazarenas
Matrereio as mesmas penas deste rancho a desabar
Tenho ausências no olhar e a alma a sombra do verso
Me sinto mais que o universo quando me ponho a cantar
Me sinto mais que o universo quando me ponho a cantar
Estas cenas que me abrem consciencia para o passado
Pára o mundo do outro lado na querência de quem parte
Mais sincero será o mate sem refugos por bandeira
A alma olha a porteira quando deus faz o aparte
Aceno o lenço e rumo por onde o extinto trilha
Enforquilhando tropilhas redomoniando quimeras
Até encontrar minha era sem ausências no olhar
Felizmente guitarrear num grande céu sem tapera
Vejo um pedaço de mim extraviado n'outra era
Foi morada, hoje espera poetizando agonias
Pois no museu destes dias não nos vale ser tapera
Tomba a quincha, rompe o barro qual um pranto terminal
Do abrigo tradicional trincheira perante a guerra
Hoje um semblante que encerra depois do ser e o partir
Há um destino a seguir...todos voltamos pra terra
Eu que venho de cruzada desgastando nazarenas
Matrereio as mesmas penas deste rancho a desabar
Tenho ausências no olhar e a alma a sombra do verso
Me sinto mais que o universo quando me ponho a cantar
Me sinto mais que o universo quando me ponho a cantar
Estas cenas que me abrem consciencia para o passado
Pára o mundo do outro lado na querência de quem parte
Mais sincero será o mate sem refugos por bandeira
A alma olha a porteira quando deus faz o aparte
Aceno o lenço e rumo por onde o extinto trilha
Enforquilhando tropilhas redomoniando quimeras
Até encontrar minha era sem ausências no olhar
Felizmente guitarrear num grande céu sem tapera