Letra de Com A Saudade Nos Olhos - Volnei Gomes
Disco A
01
Cantor e Campeiro
02
O Meu Cavalo Crioulo
03
Remendando Os "tareco"
04
São As Armas Que Conheço
05
Bailando E Matando A Sede
06
Tropa De Loco
07
Baile Nativo
08
De Mano A Mano
09
Gaiteiro Serrano
10
Cantando O Rio Grande
11
Não Chora, Morena
12
Sacudindo A Crina
13
Com A Saudade Nos Olhos
Com A Saudade Nos Olhos
(Raul Bittencourt/Amilton Brum)
Na varanda da casa grande uma cadeira solitária
Na janela, olhos cansados fitam o horizonte em mortalha
Entre a sombra da soleira um semblante de homem sério
E a mão que palmeia a cuia para as honras de um gaudério
Na retina da vivência faz lembrar um tempo antigo
Na quietude dos ouvidos alguns sons já não sentidos
E o tempo e o horizonte murmuram por não saber
Que só lhes resta saudade do que nunca vai mais ver
Na alma um jeito teatino, o rumo sem direção
Nas rugas riscando a face dorme a poeira do galpão
E os mesmo olhos cansados vão buscar o entardecer
Na espera que a noite negra faça a lua renascer
Na mangueira já tapera, junto ao galpão esquecido
Nas dúvidas galopeadas que buscam alguns sentidos
Que ao contemplar a querência manoteada pelos anos
Ressurgem meras lembranças que o tempo pealou dos planos
Na coxilha solitária sem a paisagem do gado
Na tristeza vai piando um sabiá no alambrado
Como a evocar os sonhos dele plantado' junto à janela
E chora ao ver mudada a imagem refletida nela
Na alma um jeito teatino, o rumo sem direção...
Na varanda da casa grande uma cadeira solitária
Na janela, olhos cansados fitam o horizonte em mortalha
Entre a sombra da soleira um semblante de homem sério
E a mão que palmeia a cuia para as honras de um gaudério
Na retina da vivência faz lembrar um tempo antigo
Na quietude dos ouvidos alguns sons já não sentidos
E o tempo e o horizonte murmuram por não saber
Que só lhes resta saudade do que nunca vai mais ver
Na alma um jeito teatino, o rumo sem direção
Nas rugas riscando a face dorme a poeira do galpão
E os mesmo olhos cansados vão buscar o entardecer
Na espera que a noite negra faça a lua renascer
Na mangueira já tapera, junto ao galpão esquecido
Nas dúvidas galopeadas que buscam alguns sentidos
Que ao contemplar a querência manoteada pelos anos
Ressurgem meras lembranças que o tempo pealou dos planos
Na coxilha solitária sem a paisagem do gado
Na tristeza vai piando um sabiá no alambrado
Como a evocar os sonhos dele plantado' junto à janela
E chora ao ver mudada a imagem refletida nela
Na alma um jeito teatino, o rumo sem direção...