Letra de Por Estas Chuvas de Julho - Jari Terres
Disco A
01
Cantando Pra Quem Doma
02
Canto de Lida e Tempo
03
Assombração
04
De Rédeas Na Mão
05
Compondo os Arreios
06
Décima Do Pelego Atado
07
Meu Canto Antigo
08
Campo Afora
09
Um Verso De Noite Linda
10
Quando Canto Uma Milonga
11
Ao Passo Que a Vida Passa
12
A Sombra e Seus Desalentos
13
Até o Dia de Voltar
14
Camino Del Entrerriano
15
Reliquias
16
No Coração do Meu Pago
17
De Chegada
18
Chinoca Menina Flor
Disco B
01
Um Retrato do Berega
02
Milonga do Carreteiro
03
Guitarra, Tempo e Saudade
04
Depois Das Estradas
05
De Tropa e Inverno
06
El Rancho e La Cambicha
07
Por Estas Chuvas de Julho
08
Décima do Canto Verde
09
Tudo é Milonga Pra Mim
10
Milonga do Campo a Fora
11
Coisas De Campo
12
Recuerdo
13
Do Rumo Dos Teus Olhos
14
Versos de Campo
15
Meu Verso a Wilson Souza
16
Na Invernada do Vento
17
Estampa Domingueira
Por Estas Chuvas de Julho
Ando de poncho encharcado por essas chuvas de julho
E, ainda, escuto o barulho das águas crescendo a sanga
Faz pouco, a várzea estendeu-se pra lá do arame do meio
E o passo ficou bem feio de não cruzar os bois da canga
De novo, o tempo armou-se, escureceu a banda oeste
Embora, pouco nos reste, não há de esperar por nada
Estender poncho e pelego, abrir porteira e alambrado
Pra não tirar gado a nado de algum rincão da invernada
No outro ano que a enchente ponteou a várzea do fundo
Parecia até que o mundo descia junto com ela
Quem tava quieto nas casa', mateando à tarde em floreio
Avistava o arroio cheio bombeando pela janela
De longe, até meus Gateados andam Lobunos por conta
Da chuva que lhes reponta e bota os mansos na forma
Beirando os fios do alambrado, perfilados um por um
No mesmo instinto comum do tempo que dita as normas
Até o galpão que garante, sempre, os desmandos do céu
Anda sentindo o tropéu quando a chuva é galopeada
Forceja a quincha do norte na turumbamba de patas
Mas não se rende às bravatas, é feito de alma e morada
E o dia, mais uma vez, batendo água, se estende
E a gente, então, compreende que a própria vida é assim
Se vai o tempo por conta, por onde o outro deságua
E o poncho ainda guarda as águas que o julho tinha pra mim
E o dia, mais uma vez, batendo água, se estende
E a gente, então, compreende que a própria vida é assim
Se vai o tempo por conta, por onde o outro deságua
E o poncho ainda guarda as águas que o julho tinha pra mim
E, ainda, escuto o barulho das águas crescendo a sanga
Faz pouco, a várzea estendeu-se pra lá do arame do meio
E o passo ficou bem feio de não cruzar os bois da canga
De novo, o tempo armou-se, escureceu a banda oeste
Embora, pouco nos reste, não há de esperar por nada
Estender poncho e pelego, abrir porteira e alambrado
Pra não tirar gado a nado de algum rincão da invernada
No outro ano que a enchente ponteou a várzea do fundo
Parecia até que o mundo descia junto com ela
Quem tava quieto nas casa', mateando à tarde em floreio
Avistava o arroio cheio bombeando pela janela
De longe, até meus Gateados andam Lobunos por conta
Da chuva que lhes reponta e bota os mansos na forma
Beirando os fios do alambrado, perfilados um por um
No mesmo instinto comum do tempo que dita as normas
Até o galpão que garante, sempre, os desmandos do céu
Anda sentindo o tropéu quando a chuva é galopeada
Forceja a quincha do norte na turumbamba de patas
Mas não se rende às bravatas, é feito de alma e morada
E o dia, mais uma vez, batendo água, se estende
E a gente, então, compreende que a própria vida é assim
Se vai o tempo por conta, por onde o outro deságua
E o poncho ainda guarda as águas que o julho tinha pra mim
E o dia, mais uma vez, batendo água, se estende
E a gente, então, compreende que a própria vida é assim
Se vai o tempo por conta, por onde o outro deságua
E o poncho ainda guarda as águas que o julho tinha pra mim