Letra de De Tropa e Inverno - Jari Terres
Disco A
01
Cantando Pra Quem Doma
02
Canto de Lida e Tempo
03
Assombração
04
De Rédeas Na Mão
05
Compondo os Arreios
06
Décima Do Pelego Atado
07
Meu Canto Antigo
08
Campo Afora
09
Um Verso De Noite Linda
10
Quando Canto Uma Milonga
11
Ao Passo Que a Vida Passa
12
A Sombra e Seus Desalentos
13
Até o Dia de Voltar
14
Camino Del Entrerriano
15
Reliquias
16
No Coração do Meu Pago
17
De Chegada
18
Chinoca Menina Flor
Disco B
01
Um Retrato do Berega
02
Milonga do Carreteiro
03
Guitarra, Tempo e Saudade
04
Depois Das Estradas
05
De Tropa e Inverno
06
El Rancho e La Cambicha
07
Por Estas Chuvas de Julho
08
Décima do Canto Verde
09
Tudo é Milonga Pra Mim
10
Milonga do Campo a Fora
11
Coisas De Campo
12
Recuerdo
13
Do Rumo Dos Teus Olhos
14
Versos de Campo
15
Meu Verso a Wilson Souza
16
Na Invernada do Vento
17
Estampa Domingueira
De Tropa e Inverno
Cavalos de muda, ponchos na garupa, churrasco no basto,
Recuerdos ausências berrando entre os choque de guampas cascos
A tropa ligeira, troteia espantada na frente da escolta
Não sabe a coitada que vai nesse tranco de ida sem volta.
Combona amassada, barbela do freio com lumes de prata
A bulha da tropa com grito vaqueano empurrando a culatra,
Debaixo do estribo, tranqueia o ovelheiro na sombra do frete.
E a tropa assolhada, se tapa de poeira na nuvem do brete
A tropa é um tapete seguindo o sinuelo atras do fiador
Que vem com a voz triste chamando a boiada rumo rumo ao matador
Regressa o ponteiro com buenas noticias para noite de frio
No pouso tem aguada, lenha ja oreada, e campo sem mio-mio.
Cantando com copla, um taura saudoso, da prenda sua dona,
Chaireia uma faca para cortar o chasque na aba da carona,
Na luz do braseiro, um truco de mano disfarça o cansaço
E um cusco assolhado, dorme enrodilhados na armada do laço.
Catre de pelego com bastos suados feito travesseiro,
Cobertas de poncho, com céu estrelado por teto e candeeiro,
No quarto de ronda o tropeiro a cavalo com um triste assobio
Tirita com a tropa e ensaia uma copla para espantar o frio.
Recuerdos ausências berrando entre os choque de guampas cascos
A tropa ligeira, troteia espantada na frente da escolta
Não sabe a coitada que vai nesse tranco de ida sem volta.
Combona amassada, barbela do freio com lumes de prata
A bulha da tropa com grito vaqueano empurrando a culatra,
Debaixo do estribo, tranqueia o ovelheiro na sombra do frete.
E a tropa assolhada, se tapa de poeira na nuvem do brete
A tropa é um tapete seguindo o sinuelo atras do fiador
Que vem com a voz triste chamando a boiada rumo rumo ao matador
Regressa o ponteiro com buenas noticias para noite de frio
No pouso tem aguada, lenha ja oreada, e campo sem mio-mio.
Cantando com copla, um taura saudoso, da prenda sua dona,
Chaireia uma faca para cortar o chasque na aba da carona,
Na luz do braseiro, um truco de mano disfarça o cansaço
E um cusco assolhado, dorme enrodilhados na armada do laço.
Catre de pelego com bastos suados feito travesseiro,
Cobertas de poncho, com céu estrelado por teto e candeeiro,
No quarto de ronda o tropeiro a cavalo com um triste assobio
Tirita com a tropa e ensaia uma copla para espantar o frio.