Letra de Mãe Lavadeira - Ênio Medeiros
Disco A
01
Décimas Prá Um Aba Quinze
02
Vaneira Macharrona
03
Marcação
04
Ginete de Rodeio
05
Bugio Do Paraíso
06
Travessão de Cincha
07
Rancheira do Canário
08
Esse Aporreado Conhaque
09
Relato de um Ginête
10
Quando Os Cinamomos Perdem As Folhas
11
Tropa de Toras
12
Crescente Macarrona
13
Cavalo das Américas
14
Arte, Coragem E Bravura
15
Mãe Lavadeira
16
Regalo a Don Guita
17
Mostrando a Cara
Mãe Lavadeira
Letra: Beto Jordani
"Os anos são mais pesados
E a trouxa de roupas sujas
Devia de lavar os panos dos outros
Ganhava a vida e uma lambujas"
Pelos carreiros, andando vergada
De tanto fazer os serviços brutos
Uma galharia que está dobrada
Aguentando peso dos seus próprios frutos
O sabão de pedra que foi feito em casa
Com muito carinho, ela mesma fez
Leva na receita um quilo de soda
E três quilo' e meio do sebo do rês
A roupa fica aquentando
No quarador da pedreira
O encardido vai branqueando
Como a alma da lavadeira
Desde menina lavou roupa
Naquela sanga dos fundos
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Polindo o tempo das tuas lajes
Cobriu as pedras c'o verde véu
Pelos carreiros, ficou a saudade
Sem se despedir, se foi pro céu
Prum acolchoado, tá lavando velos
Que vai desfiando em finas penugens
Olho pro céu nesses dias belos
Ela tá secando um varal de nuvens
A roupa fica aquentando
No quarador da pedreira
O encardido vai branqueando
Como a alma da lavadeira
Desde menina lavou roupa
Naquela sanga dos fundos
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
"Os anos são mais pesados
E a trouxa de roupas sujas
Devia de lavar os panos dos outros
Ganhava a vida e uma lambujas"
Pelos carreiros, andando vergada
De tanto fazer os serviços brutos
Uma galharia que está dobrada
Aguentando peso dos seus próprios frutos
O sabão de pedra que foi feito em casa
Com muito carinho, ela mesma fez
Leva na receita um quilo de soda
E três quilo' e meio do sebo do rês
A roupa fica aquentando
No quarador da pedreira
O encardido vai branqueando
Como a alma da lavadeira
Desde menina lavou roupa
Naquela sanga dos fundos
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Polindo o tempo das tuas lajes
Cobriu as pedras c'o verde véu
Pelos carreiros, ficou a saudade
Sem se despedir, se foi pro céu
Prum acolchoado, tá lavando velos
Que vai desfiando em finas penugens
Olho pro céu nesses dias belos
Ela tá secando um varal de nuvens
A roupa fica aquentando
No quarador da pedreira
O encardido vai branqueando
Como a alma da lavadeira
Desde menina lavou roupa
Naquela sanga dos fundos
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo
Seu desejo era lavar
Toda a sujeira do mundo