Letra de Arte, Coragem E Bravura - Ênio Medeiros
Disco A
01
Décimas Prá Um Aba Quinze
02
Vaneira Macharrona
03
Marcação
04
Ginete de Rodeio
05
Bugio Do Paraíso
06
Travessão de Cincha
07
Rancheira do Canário
08
Esse Aporreado Conhaque
09
Relato de um Ginête
10
Quando Os Cinamomos Perdem As Folhas
11
Tropa de Toras
12
Crescente Macarrona
13
Cavalo das Américas
14
Arte, Coragem E Bravura
15
Mãe Lavadeira
16
Regalo a Don Guita
17
Mostrando a Cara
Arte, Coragem E Bravura
Os cincerros alarmados
ecoam na voz do vento
prenunciando o movimento
das tropilhas de aporreados
um guasca ritual sagrado
onde a tradição mais pura
nos mostra a imagem segura
do xucrismo que entrevera
Ânsias e apegos das feras
arte, coragem e bravura.
parece até que os palanques
sustentam cernes de aço
escorando manotaços
e testemunhando arranques
firmes pra que não estanque
nosso patriotismo pampa
que o tempo não seja a trampa
e o progresso não destrua
a nossa crença charrua
que é a alma da nossa estampa.
esporas buscam corcovos
rebenques marcam estilos
no macanudo perfilo
acrioulada dos povos
desafiando sonhos novos
em contrapontos marotos
ganham uns e perdem outros
no vai e vem dos sotretas
ornamentando rosetas
e botas garrão de potro.
sonan campanas sulinas
malos coiceiam pinguellos
vibram poncho e pañuelos
voam melenas e crinas
perante o olhar das chinas
templados por tanta graça
entre a poeira e a fumaça
pataquadas e floreios
guitarras em bordoneios
e gineteadas machaças.
trilham guapos e malinos
no calor do ruedo vasto
em montas de pêlo e basto,
oriental e argentino
toreando o próprio destino
a cada grito de solta
onde a sorte se dá volta
e a vida se chamarreia
o índio que gineteia
a deus entrega sua escolta.
ecoam na voz do vento
prenunciando o movimento
das tropilhas de aporreados
um guasca ritual sagrado
onde a tradição mais pura
nos mostra a imagem segura
do xucrismo que entrevera
Ânsias e apegos das feras
arte, coragem e bravura.
parece até que os palanques
sustentam cernes de aço
escorando manotaços
e testemunhando arranques
firmes pra que não estanque
nosso patriotismo pampa
que o tempo não seja a trampa
e o progresso não destrua
a nossa crença charrua
que é a alma da nossa estampa.
esporas buscam corcovos
rebenques marcam estilos
no macanudo perfilo
acrioulada dos povos
desafiando sonhos novos
em contrapontos marotos
ganham uns e perdem outros
no vai e vem dos sotretas
ornamentando rosetas
e botas garrão de potro.
sonan campanas sulinas
malos coiceiam pinguellos
vibram poncho e pañuelos
voam melenas e crinas
perante o olhar das chinas
templados por tanta graça
entre a poeira e a fumaça
pataquadas e floreios
guitarras em bordoneios
e gineteadas machaças.
trilham guapos e malinos
no calor do ruedo vasto
em montas de pêlo e basto,
oriental e argentino
toreando o próprio destino
a cada grito de solta
onde a sorte se dá volta
e a vida se chamarreia
o índio que gineteia
a deus entrega sua escolta.