Letra de Todo Esse Verde Nos Olhos - Luiz Marenco
Disco A
01
Domando
02
Mundo e Carona
03
Aos Olhos da Terra
04
Pra Quem Avista Yvituhatã
05
Meu Pago
06
Ritual de Fronteira
07
De Campeiro Pra Campeiro
08
Da Boca Pra Fora
09
Milonga de Mil Colores
10
De Tempo e Tropa
11
Changueiro de Vida e Lida
12
Rincão da Saudade
13
No Calor das Labaredas
14
De Santa Clara ao Além
15
Todo Esse Verde Nos Olhos
Todo Esse Verde Nos Olhos
Todo esse verde nos olhos
Que a casa mira de frente
Me vem do sangue ancestral
Dos olhos de minha gente
São mólios e cinamomos
Rincões de mato invernadas
São campos e várzeas largas
Que segue além desta estrada
Meus olhos sabem do verde
Pois ajudaram a cuidá-lo
São mansos rondando tropas
Ágeis montando cavalos
Temem um tempo escuro
Pois sabem de olhos fechados
Que nunca foram do campo
Nos olharem do outro lado
Todo esse verde estendido
Que os meus olhos sabem ter
Não são assim por acaso
São verdes por merecer
E assim por toda vida
Vão sempre nos dar o pão
No ciclo normal do campo
Serão dos meus que virão
Depois da chuva que choram
Meus olhos verdejam mais
Pois trazem na cor da terra
O gem que herdei de meus pais
Pois o campo sabe o jeito
De entregar-se ao amigo
Empresta todo o seu verde
Pra amarelar-se de trigo
Mas tem sempre alguem a olhar
E a desejar nosso verde
Rondam as margens do rio
E morrem da própria sede
Trazendo a dor e o escuro
Afiando espinhos nos mólios
Pois não sabem que este verde
Me vem do campo pra os olhos
Que a casa mira de frente
Me vem do sangue ancestral
Dos olhos de minha gente
São mólios e cinamomos
Rincões de mato invernadas
São campos e várzeas largas
Que segue além desta estrada
Meus olhos sabem do verde
Pois ajudaram a cuidá-lo
São mansos rondando tropas
Ágeis montando cavalos
Temem um tempo escuro
Pois sabem de olhos fechados
Que nunca foram do campo
Nos olharem do outro lado
Todo esse verde estendido
Que os meus olhos sabem ter
Não são assim por acaso
São verdes por merecer
E assim por toda vida
Vão sempre nos dar o pão
No ciclo normal do campo
Serão dos meus que virão
Depois da chuva que choram
Meus olhos verdejam mais
Pois trazem na cor da terra
O gem que herdei de meus pais
Pois o campo sabe o jeito
De entregar-se ao amigo
Empresta todo o seu verde
Pra amarelar-se de trigo
Mas tem sempre alguem a olhar
E a desejar nosso verde
Rondam as margens do rio
E morrem da própria sede
Trazendo a dor e o escuro
Afiando espinhos nos mólios
Pois não sabem que este verde
Me vem do campo pra os olhos