Letra de Milonga de Mil Colores - Luiz Marenco
Disco A
01
Domando
02
Mundo e Carona
03
Aos Olhos da Terra
04
Pra Quem Avista Yvituhatã
05
Meu Pago
06
Ritual de Fronteira
07
De Campeiro Pra Campeiro
08
Da Boca Pra Fora
09
Milonga de Mil Colores
10
De Tempo e Tropa
11
Changueiro de Vida e Lida
12
Rincão da Saudade
13
No Calor das Labaredas
14
De Santa Clara ao Além
15
Todo Esse Verde Nos Olhos
Milonga de Mil Colores
Há três pinhos ressongando
Nesta milonga ponteada
E a noite outonal tranqueando
Reponta a voz afinada
O som de bordões e primas
Que se arranchou no galpão
Quarteia acordes e rimas
No parto de uma canção
Notas dolentes e graves
Vão se aninhando, com calma
Em acalantos suaves
Plantando a paz dentro d'alma
Os duendes das labaredas
Com seu encanto e magia
Desnudam os véus e sedas
Ao desposar a poesia
Milonga de mil colores
Que aquece e clareia as noites
Vem abrandar minhas dores
E me livrar dos açoites
Milonga de mil matizes
Que empresta a beleza às flores
Vem fechar mi'as cicatrizes
E me arrancar dos rancores
A sons de rios e cascatas
Amadrinhando os enredos
E as cordas solam, cordatas
Sob o comando dos dedos
Enquanto a noite desliza
Pontilhada de luzeiros
A luz do canto eterniza
O lume de seus candeeiros
E quando a barra do dia
Espreguiça seus albores
Desfaz-se o tom de magia
Descortinando os labores
É a vez de encarar a lida
Que também tem seus encantos
Pra os que enfrentam a vida
Sem queixas, mágoas e prantos
Nesta milonga ponteada
E a noite outonal tranqueando
Reponta a voz afinada
O som de bordões e primas
Que se arranchou no galpão
Quarteia acordes e rimas
No parto de uma canção
Notas dolentes e graves
Vão se aninhando, com calma
Em acalantos suaves
Plantando a paz dentro d'alma
Os duendes das labaredas
Com seu encanto e magia
Desnudam os véus e sedas
Ao desposar a poesia
Milonga de mil colores
Que aquece e clareia as noites
Vem abrandar minhas dores
E me livrar dos açoites
Milonga de mil matizes
Que empresta a beleza às flores
Vem fechar mi'as cicatrizes
E me arrancar dos rancores
A sons de rios e cascatas
Amadrinhando os enredos
E as cordas solam, cordatas
Sob o comando dos dedos
Enquanto a noite desliza
Pontilhada de luzeiros
A luz do canto eterniza
O lume de seus candeeiros
E quando a barra do dia
Espreguiça seus albores
Desfaz-se o tom de magia
Descortinando os labores
É a vez de encarar a lida
Que também tem seus encantos
Pra os que enfrentam a vida
Sem queixas, mágoas e prantos