Letra de Sangue Pampa - Luiz Marenco
Disco A
01
Cada Interior
02
Que Tem Nome de Querência
03
Meu Relato
04
A Campo Fora
05
Passo da Noite
06
Cantador de Campanha
07
Evocando
08
Contingo Me Vou de Tiro
09
Assim se Vai P'a Três Cruzes
10
Sangue Pampa
11
Querência, Tempo e Ausência
12
Alma de Espelho de Rio
13
Estradeiro
14
Tarico Sanchez
15
Caso a Lua Fosse Cheia
Sangue Pampa
Se vai a tropa estendida tranqueando por quase nada
Levando a léguas de estrada sangue pampa e descendência
Pesando a marca da estância queimada na flor do couro
Boiada gorda e alguns touros que vão povoar a querência
São quase quinhentas rês formando um corpo parelho
Mescla de branco e vermelho da própria origem da raça
Cambeando um pago por outro no mando de um tropeiro
Que viu nascer esses terneiros e a vida fazer negaça
Enxerga maior a tropa quem na culatra reponta
Que às vezes até perde a conta olhando a mesma paisagem
Por diante rumo e destino, pra traz a marca dos cascos
E a sombra rubra nos pastos por onde vai de passagem
Hoje por estes caminhos que se abriram em tropeadas
O tempo se fez de estrada marcando cascos de bois
E há de seguir pra sempre empurrando tropas mansas
De pampas que nas balanças serão sustento depois
Coisa linda ver uma tropa tocada no corredor
Mas só quem vai no fiador avista o pago primeiro
Afina a ponta e encordoa, refaz a conta nas tarcas
E depois bate na marca pra só esperar no potreiro
Quem olha de olhos rasos talvez nem se dê por conta
Que junto à tropa desponta bem mais que a raça do gado
Mal comparando esta tropa pela estrada se estendendo
É o sangue pampa correndo nas veias do nosso estado!
Levando a léguas de estrada sangue pampa e descendência
Pesando a marca da estância queimada na flor do couro
Boiada gorda e alguns touros que vão povoar a querência
São quase quinhentas rês formando um corpo parelho
Mescla de branco e vermelho da própria origem da raça
Cambeando um pago por outro no mando de um tropeiro
Que viu nascer esses terneiros e a vida fazer negaça
Enxerga maior a tropa quem na culatra reponta
Que às vezes até perde a conta olhando a mesma paisagem
Por diante rumo e destino, pra traz a marca dos cascos
E a sombra rubra nos pastos por onde vai de passagem
Hoje por estes caminhos que se abriram em tropeadas
O tempo se fez de estrada marcando cascos de bois
E há de seguir pra sempre empurrando tropas mansas
De pampas que nas balanças serão sustento depois
Coisa linda ver uma tropa tocada no corredor
Mas só quem vai no fiador avista o pago primeiro
Afina a ponta e encordoa, refaz a conta nas tarcas
E depois bate na marca pra só esperar no potreiro
Quem olha de olhos rasos talvez nem se dê por conta
Que junto à tropa desponta bem mais que a raça do gado
Mal comparando esta tropa pela estrada se estendendo
É o sangue pampa correndo nas veias do nosso estado!