Letra de Passo da Noite - Luiz Marenco
Disco A
01
Cada Interior
02
Que Tem Nome de Querência
03
Meu Relato
04
A Campo Fora
05
Passo da Noite
06
Cantador de Campanha
07
Evocando
08
Contingo Me Vou de Tiro
09
Assim se Vai P'a Três Cruzes
10
Sangue Pampa
11
Querência, Tempo e Ausência
12
Alma de Espelho de Rio
13
Estradeiro
14
Tarico Sanchez
15
Caso a Lua Fosse Cheia
Passo da Noite
Quem já cruzou na noite distâncias largas
E viu a querência inteira sumir no breu
Precisa a graxa do trevo das invernadas
Cogote duro do pingo para a jornada
E o tino de achar no escuro o que se perdeu
Quem já encilhou em noite de tempo feio
E não achou suas estrelas formando cruz
De nada adianta guiar a perna do freio
No mundo das sombras grandes, cavalo e arreio
São cegos da madrugada tateando a luz
Quem ganha a boca da noite jamais esquece
De haver sido um dos assombros que a noite tem
Talvez seja um destes vultos que assustam ranchos
Quem sabe um morcego a mais em asas de poncho
Alados mas prisioneiros que o sol não vêem
Hay hora na noite grande que o vento pára
E vira o mundo perdido na escuridão
É o mesmo tempo que a voz da macega cala
O pingo senta de susto arrastando a mala
E a gente chega a se tocar com a solidão
Cruzar o passo da noite, rever querência
Tranquear com a vida nos bastos, surgir do breu
É reencontrar estrelas num céu de ausências
Juntar pedaços do mundo das benquerenças
É o tino que achar no escuro o que se perdeu!
E viu a querência inteira sumir no breu
Precisa a graxa do trevo das invernadas
Cogote duro do pingo para a jornada
E o tino de achar no escuro o que se perdeu
Quem já encilhou em noite de tempo feio
E não achou suas estrelas formando cruz
De nada adianta guiar a perna do freio
No mundo das sombras grandes, cavalo e arreio
São cegos da madrugada tateando a luz
Quem ganha a boca da noite jamais esquece
De haver sido um dos assombros que a noite tem
Talvez seja um destes vultos que assustam ranchos
Quem sabe um morcego a mais em asas de poncho
Alados mas prisioneiros que o sol não vêem
Hay hora na noite grande que o vento pára
E vira o mundo perdido na escuridão
É o mesmo tempo que a voz da macega cala
O pingo senta de susto arrastando a mala
E a gente chega a se tocar com a solidão
Cruzar o passo da noite, rever querência
Tranquear com a vida nos bastos, surgir do breu
É reencontrar estrelas num céu de ausências
Juntar pedaços do mundo das benquerenças
É o tino que achar no escuro o que se perdeu!