Letra de Cantador de Campanha - Luiz Marenco
Disco A
01
Cada Interior
02
Que Tem Nome de Querência
03
Meu Relato
04
A Campo Fora
05
Passo da Noite
06
Cantador de Campanha
07
Evocando
08
Contingo Me Vou de Tiro
09
Assim se Vai P'a Três Cruzes
10
Sangue Pampa
11
Querência, Tempo e Ausência
12
Alma de Espelho de Rio
13
Estradeiro
14
Tarico Sanchez
15
Caso a Lua Fosse Cheia
Cantador de Campanha
Meu trabalho é de peão campeiro
Conforme diz meu documento
Sigo sem afrouxar nenhum tento
De campanha, crioulo e fronteiro
Mas eu trago outro ofício no mundo
Que esses fundos já sabem qual é
Canto baile nos ranchos de campo
Do retiro a azevedo sodré
Bendição que eu carrego comigo
Ser um peão cantador de campanha
Com o gaiteiro eu me entendo por sanha
Pra pobreza eu até já nem ligo
Me chamaram pra sábado agora
Cantar um baile na costa do areal
Eu não tenho no bolso um real
Mas eu sou o cantador dessa gente de fora
Chão batido de saibro vermelho
Meia água de quatro por cinco
Vou mirando os buracos do zinco
E cantando ao clarão do cruzeiro
Que faz ano a guria mais nova
Lá do rancho do seu gomercindo
E eu não sei qual o semblante mais lindo
Das três filhas da comadre mosa
A isabel, a canducha e a rosa
Nem te digo qual a mais bonita
Todas três com vestido de chita
Com pregueado de fita mimosa
O amadeus na gaita de botão
E o condonga no violão canhoto
E um zumbido igual gafanhoto
No pandeiro do negro bujão
Duas moças vem do parador
E uma prima de são gabriel
Pode ser que a menina isabel
Faça uns olhos de graça pra este cantador
Se clareia agarremo a estrada
Que a pegada é só segunda feira
Vou cantando mais duas vaneiras
Dessas de iluminar madrugada.
Conforme diz meu documento
Sigo sem afrouxar nenhum tento
De campanha, crioulo e fronteiro
Mas eu trago outro ofício no mundo
Que esses fundos já sabem qual é
Canto baile nos ranchos de campo
Do retiro a azevedo sodré
Bendição que eu carrego comigo
Ser um peão cantador de campanha
Com o gaiteiro eu me entendo por sanha
Pra pobreza eu até já nem ligo
Me chamaram pra sábado agora
Cantar um baile na costa do areal
Eu não tenho no bolso um real
Mas eu sou o cantador dessa gente de fora
Chão batido de saibro vermelho
Meia água de quatro por cinco
Vou mirando os buracos do zinco
E cantando ao clarão do cruzeiro
Que faz ano a guria mais nova
Lá do rancho do seu gomercindo
E eu não sei qual o semblante mais lindo
Das três filhas da comadre mosa
A isabel, a canducha e a rosa
Nem te digo qual a mais bonita
Todas três com vestido de chita
Com pregueado de fita mimosa
O amadeus na gaita de botão
E o condonga no violão canhoto
E um zumbido igual gafanhoto
No pandeiro do negro bujão
Duas moças vem do parador
E uma prima de são gabriel
Pode ser que a menina isabel
Faça uns olhos de graça pra este cantador
Se clareia agarremo a estrada
Que a pegada é só segunda feira
Vou cantando mais duas vaneiras
Dessas de iluminar madrugada.