Letra de Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Cabanha Toro Passo
02
Num Posto, Num Fim de Mundo
03
Vida de Peão
04
Retrato de Pampa e Invernada
05
Paleteada
06
E Bem Assim
07
Prego na Bota
08
Ritual de Tropa Larga
09
Floreiros Pra Um Peão de Campo
10
No Rumo de um Coração
11
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
12
Depois de um Tiro de Lavo
13
Batendo "Cangala"
14
Um Mouro Pampa de Luxo
15
Nos Bailes do "Maragato"
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
Buçal e cabresto de doze
Uma maneia nas "mão"
Xergão cardado no lombo
Carona, basto e chincão.
Ajusta bem a peiteira
Nos "tento" o poncho emalado
E afivelo o rabicho
Com o sabugo escorado.
Um pelego de merino
Com o carnal bem sovado
E o travessão estendido
Sobre a badana de pardo.
Par de rédea e cabeçada
Da parelha do apero
Onde espelha o sol de maio
Na larga chapa do freio.
Moldando a anca eu ato
O laço no estilo pachola
E um nó feito a capricho
Com quatro galhos na cola.
Aperto entre os pelegos
Deixando as "ponta estendida"
Do pala branco de seda
De franja grossa e comprida.
Tiro a chave e o criolim
Pra folgar o "patuá"
E coloco meia de canha
Preparada com butiá.
Então com as pilchas de gala
Busco a volta e me enforquilho
Deixo os campos da estância
Na direção do "coentrilho".
Meu zaino roda o coscorro
Me dá ganas de estradear
Pra "vê" uma penca de potro
Lá na cancha do "leomar"
Jogar a tava gaúcha
Um truco à moda fronteira
E "floreá uns beiço pintado"
Num domingo de carreira.
Uma maneia nas "mão"
Xergão cardado no lombo
Carona, basto e chincão.
Ajusta bem a peiteira
Nos "tento" o poncho emalado
E afivelo o rabicho
Com o sabugo escorado.
Um pelego de merino
Com o carnal bem sovado
E o travessão estendido
Sobre a badana de pardo.
Par de rédea e cabeçada
Da parelha do apero
Onde espelha o sol de maio
Na larga chapa do freio.
Moldando a anca eu ato
O laço no estilo pachola
E um nó feito a capricho
Com quatro galhos na cola.
Aperto entre os pelegos
Deixando as "ponta estendida"
Do pala branco de seda
De franja grossa e comprida.
Tiro a chave e o criolim
Pra folgar o "patuá"
E coloco meia de canha
Preparada com butiá.
Então com as pilchas de gala
Busco a volta e me enforquilho
Deixo os campos da estância
Na direção do "coentrilho".
Meu zaino roda o coscorro
Me dá ganas de estradear
Pra "vê" uma penca de potro
Lá na cancha do "leomar"
Jogar a tava gaúcha
Um truco à moda fronteira
E "floreá uns beiço pintado"
Num domingo de carreira.