Letra de Num Posto, Num Fim de Mundo - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Cabanha Toro Passo
02
Num Posto, Num Fim de Mundo
03
Vida de Peão
04
Retrato de Pampa e Invernada
05
Paleteada
06
E Bem Assim
07
Prego na Bota
08
Ritual de Tropa Larga
09
Floreiros Pra Um Peão de Campo
10
No Rumo de um Coração
11
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
12
Depois de um Tiro de Lavo
13
Batendo "Cangala"
14
Um Mouro Pampa de Luxo
15
Nos Bailes do "Maragato"
Num Posto, Num Fim de Mundo
Troveja magoas o agosto
Baldas de tempo grongueiro!
Trago amilhado um parceiro
Patas brasinas, gateado
Que quando o dia é dos brabos
E o passo se para fundo
Num posto, num fim de mundo
É quem tira garreado.
A vacage do espinilho
Vem despejando terneiro
E o destino de posteiro
Se arrocina no serviço
Compromisso é compromisso
Não tem de boca entaipada
Quando não chove cai geada
O inverno é feito pra isso!
Num posto, num fim de mundo
As leguas sao mais compridas
As tardes mais encardidas
E as horas custam passar
Camperear e camperear
É o que me toca na vida
Graças a deus tenho a lida!
Que me permtite sonhar.
O "campomar" encharcado
Já pesa mais um "poquito"
E o vento segue maltido
Riscando o vão da canhada
Uma borrega atracada...
Não deu pra salvar o cordeiro!
É assim o mundo campeiro
"as vez" se perde a parada.
Desencilho no galpão
Onde a intempérie se acalma
O mate aquece a alma
Sustenta o vicio profundo
Um rádio gasta os segundos
Entre milongas e prosas
E a noite dentra morosa
Num posto num fim de mundo.
Baldas de tempo grongueiro!
Trago amilhado um parceiro
Patas brasinas, gateado
Que quando o dia é dos brabos
E o passo se para fundo
Num posto, num fim de mundo
É quem tira garreado.
A vacage do espinilho
Vem despejando terneiro
E o destino de posteiro
Se arrocina no serviço
Compromisso é compromisso
Não tem de boca entaipada
Quando não chove cai geada
O inverno é feito pra isso!
Num posto, num fim de mundo
As leguas sao mais compridas
As tardes mais encardidas
E as horas custam passar
Camperear e camperear
É o que me toca na vida
Graças a deus tenho a lida!
Que me permtite sonhar.
O "campomar" encharcado
Já pesa mais um "poquito"
E o vento segue maltido
Riscando o vão da canhada
Uma borrega atracada...
Não deu pra salvar o cordeiro!
É assim o mundo campeiro
"as vez" se perde a parada.
Desencilho no galpão
Onde a intempérie se acalma
O mate aquece a alma
Sustenta o vicio profundo
Um rádio gasta os segundos
Entre milongas e prosas
E a noite dentra morosa
Num posto num fim de mundo.