Letra de E Bem Assim - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Cabanha Toro Passo
02
Num Posto, Num Fim de Mundo
03
Vida de Peão
04
Retrato de Pampa e Invernada
05
Paleteada
06
E Bem Assim
07
Prego na Bota
08
Ritual de Tropa Larga
09
Floreiros Pra Um Peão de Campo
10
No Rumo de um Coração
11
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
12
Depois de um Tiro de Lavo
13
Batendo "Cangala"
14
Um Mouro Pampa de Luxo
15
Nos Bailes do "Maragato"
E Bem Assim
É bem assim...
Cá no rio grande, no garrão deste país
Habita um povo de coragem e que é feliz
Por ter no sangue a descendência farroupilha
É bem assim...
O que se fala se garante a todo custo
A lida é o lema de quem não nasceu de susto
Pois esta gente faz histórias nas coxilhas
É bem assim...
Quando um "veiaco" mal costeado esconde a cara
De pronto acha um braço forte que lhe pára
E um par de esporas cortadeiras num garrão
É bem assim...
Quando troveja pra os lados do chovedor
E o tempo baba, encharcando o corredor
Chapéu e poncho fazem às vezes de galpão
É bem assim...
Nesta querência de rebanhos e manadas
Onde a peonada das estâncias, bem montada
São os esteios que sustentam o pago, enfim...
E as tropas gordas que povoam invernadas
São o produto do trabalho desta indiada
Mostrando ao mundo que pecuária é bem assim...!
É bem assim...
Quando florescem as manhãs de primavera
Brotam os campos, suplantando toda a espera
De um novo entore que encaminha a produção
É bem assim...
"se puxam" potros, vão se aprontando novilhas;
"se ajeita" lindo a caponada pras esquilas
Comparsa antiga, "hace tiempos" no rincão
É bem assim...
Rodeio grande, terneirada bem cruzada
Um doze braças corta o vento numa armada
E a vida segue o seu caminho, "flor e flor"
É bem assim...
Mate cevado, prosa buena, um fim de tarde
Aqui se faz o que se deve sem alarde
Por que esta terra é de respeito, sim senhor!
Cá no rio grande, no garrão deste país
Habita um povo de coragem e que é feliz
Por ter no sangue a descendência farroupilha
É bem assim...
O que se fala se garante a todo custo
A lida é o lema de quem não nasceu de susto
Pois esta gente faz histórias nas coxilhas
É bem assim...
Quando um "veiaco" mal costeado esconde a cara
De pronto acha um braço forte que lhe pára
E um par de esporas cortadeiras num garrão
É bem assim...
Quando troveja pra os lados do chovedor
E o tempo baba, encharcando o corredor
Chapéu e poncho fazem às vezes de galpão
É bem assim...
Nesta querência de rebanhos e manadas
Onde a peonada das estâncias, bem montada
São os esteios que sustentam o pago, enfim...
E as tropas gordas que povoam invernadas
São o produto do trabalho desta indiada
Mostrando ao mundo que pecuária é bem assim...!
É bem assim...
Quando florescem as manhãs de primavera
Brotam os campos, suplantando toda a espera
De um novo entore que encaminha a produção
É bem assim...
"se puxam" potros, vão se aprontando novilhas;
"se ajeita" lindo a caponada pras esquilas
Comparsa antiga, "hace tiempos" no rincão
É bem assim...
Rodeio grande, terneirada bem cruzada
Um doze braças corta o vento numa armada
E a vida segue o seu caminho, "flor e flor"
É bem assim...
Mate cevado, prosa buena, um fim de tarde
Aqui se faz o que se deve sem alarde
Por que esta terra é de respeito, sim senhor!