Letra de Casal de Loco - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Moro Dentro Desta 24 Baixo
02
Bamos Moçada
03
De Alma Atada Nas Crina
04
Visitinha Lá Em Casa
05
Veterano e Dançador
06
Apertando o Botão
07
De Queixo Atado no Pepo
08
Domador do Rio Grande
09
Casal de Loco
10
Peão de Fazenda
11
Baruio de Balaio
12
Então Vá Lamber Sabão
13
No Papagaio da Espora
14
Doma
15
Tostado Labareda
16
Linda Maracaju
17
Pelo Duro Maledeto
18
Proseando Com Deus
Casal de Loco
Eu fui sem sorte com a minha china
Por ser bonita me encambichei nela
Faceira e disposta pitel de menina
Vi desfilando numa passarela
Falei pra ela vou alevantar um rancho
Socado a garrão que é pra nós morá
Já logo tu aprende cantar e tocá gaita
E nas horas de forga eu te ensino domá
Encrenquei com ela só por ser ciumenta
Já logo vi que a danada não presta
Ela me fincou-lhe uma pá de polenta
Que me fez um ovo no meio da testa
Saquei do trinta lá dentro do rancho
Chegava a guasqueá fogo pelas fresta
Que pra os vizinho virou um inferno
E pra mim parecia um dia de festa
Até hoje eu tenho um caroço na testa
Farinha de milho por dentro das venta
Por mas que nós se arrebente a gorpe
Eu morro de fome e não como polenta
(háhá, polenta não, benzinho)
O meu trabuco esquentou o cano
Mas fiz ao pedaço o fogão de lenha
Por saber que macho não bate em mulher
Respeitei a lei da "senhora da penha"
O resto furei quase tudo a bala
Fui me vingando nas coisas do rancho
Só me escapo um parmo de salame
Por ser o mais pequeno que tinha num gancho
Passemo a noite se entortando a pau
Pra incomodá os vizinhos quaje amanhecemo
Escapô pra rua disparando nua
Que por minha causa vai tomar veneno
Me atira pedra e grita"fiadaputa"
Sapateia os pé só diz barateza
De noite vira o saci pereré
Mais de dia alcaide fica uma beleza
Até hoje eu tenho um caroço na testa
Farinha de milho por dentro das venta
Por mas que nós se arrebente a gorpe
Eu morro de fome e não como polenta
(a tipa atoa usa mini saia sem nada por baixo
E ainda encruza a perna, diante aos meus amigo)
Dali a pouco em dereção ao biombo
Se vinha piscando um fogo engraçado
Olhei pra porta era os brigadiano
Já se foi boleando os quatro sordado
Levantaro as arma e pegaram meu "grito"
"mão na cabeça sim senhor tá armado"
Mas não dei bola e segui atirando
E só me entreguei depois de maneado
Respondi um processo, mas não me arrependo
Um homem apanhando se vira num leão
Inda se fosse peleando com macho
Pior é uma china le dá de a traição
Quem acha que nóis perdemo a vergonha
Sentindo ciúme é pra já que peleamo
Casal de gentaia dos bem sem vergonha
Que frauteia a vida, mas não se apartemo
Até hoje eu tenho um caroço na testa
Farinha de milho por dentro das venta
Por mas que nós se arrebente a gorpe
Eu morro de fome e não como polenta
(diaba véia, louca, desgraçada
Qué me matá chirua)
Por ser bonita me encambichei nela
Faceira e disposta pitel de menina
Vi desfilando numa passarela
Falei pra ela vou alevantar um rancho
Socado a garrão que é pra nós morá
Já logo tu aprende cantar e tocá gaita
E nas horas de forga eu te ensino domá
Encrenquei com ela só por ser ciumenta
Já logo vi que a danada não presta
Ela me fincou-lhe uma pá de polenta
Que me fez um ovo no meio da testa
Saquei do trinta lá dentro do rancho
Chegava a guasqueá fogo pelas fresta
Que pra os vizinho virou um inferno
E pra mim parecia um dia de festa
Até hoje eu tenho um caroço na testa
Farinha de milho por dentro das venta
Por mas que nós se arrebente a gorpe
Eu morro de fome e não como polenta
(háhá, polenta não, benzinho)
O meu trabuco esquentou o cano
Mas fiz ao pedaço o fogão de lenha
Por saber que macho não bate em mulher
Respeitei a lei da "senhora da penha"
O resto furei quase tudo a bala
Fui me vingando nas coisas do rancho
Só me escapo um parmo de salame
Por ser o mais pequeno que tinha num gancho
Passemo a noite se entortando a pau
Pra incomodá os vizinhos quaje amanhecemo
Escapô pra rua disparando nua
Que por minha causa vai tomar veneno
Me atira pedra e grita"fiadaputa"
Sapateia os pé só diz barateza
De noite vira o saci pereré
Mais de dia alcaide fica uma beleza
Até hoje eu tenho um caroço na testa
Farinha de milho por dentro das venta
Por mas que nós se arrebente a gorpe
Eu morro de fome e não como polenta
(a tipa atoa usa mini saia sem nada por baixo
E ainda encruza a perna, diante aos meus amigo)
Dali a pouco em dereção ao biombo
Se vinha piscando um fogo engraçado
Olhei pra porta era os brigadiano
Já se foi boleando os quatro sordado
Levantaro as arma e pegaram meu "grito"
"mão na cabeça sim senhor tá armado"
Mas não dei bola e segui atirando
E só me entreguei depois de maneado
Respondi um processo, mas não me arrependo
Um homem apanhando se vira num leão
Inda se fosse peleando com macho
Pior é uma china le dá de a traição
Quem acha que nóis perdemo a vergonha
Sentindo ciúme é pra já que peleamo
Casal de gentaia dos bem sem vergonha
Que frauteia a vida, mas não se apartemo
Até hoje eu tenho um caroço na testa
Farinha de milho por dentro das venta
Por mas que nós se arrebente a gorpe
Eu morro de fome e não como polenta
(diaba véia, louca, desgraçada
Qué me matá chirua)