Letra de Um Certo Tiro de Laço - Joca Martins
Disco A
01
Baldas de Potro Cuiudo
02
No Bailão da Catacumba
03
Domingueiro
04
Milongão da Gineteada
05
Doma Gaúcha
06
Cruzando a Querência
07
Que Colorada Veiaca
08
Estória de Laços
09
Milongão Campo Afora
10
Num Casório de Fronteira
11
Estampa de Bandear Querência
12
Onde Andará
13
Nos Encontros do Mouro
14
Um Certo Tiro de Laço
15
Qualquer Uma
Um Certo Tiro de Laço
Vinha fechando um palheiro sem descuidar do fiador
Quando um boi refugador que tranqueava gavionando
Foi pouco a pouco tenteando querendo o mundo por conta
Facilitaram na ponta e alçou a cola disparando
Levei as tampa num zaino que saltou arrancando grama
Se não se esmaga na cama se dá serviço pra o laço
Foi se encurtando o espaço entre o maula e o cavalo
Pra honrar o pago que falo só me restava meu braço
E assim a toda a carreira eu armei o quatro tentos
Firmando meu pensamento no terreno e no alambrado
Se ele salta pro outro lado nunca mais que nos topamos
Que vergonha pra um "paysano" uma tropa faltando gado
Já quase em riba da cerca empurrei o doze braças
Que cerrou justo nas aspas quando o boi ia no ar
Pra aprender a não refugar guasqueou de volta de lombo
Pois quando o destino é um tombo se pensa pra disparar
Quem não quiser acreditar por mim que não acredite
Mas que nunca facilite um boi gavião e matreiro
Nem sempre o pulso é certeiro e o pingo é solto de pata
E tem laço que se desata com fama de macegueiro
Quando um boi refugador que tranqueava gavionando
Foi pouco a pouco tenteando querendo o mundo por conta
Facilitaram na ponta e alçou a cola disparando
Levei as tampa num zaino que saltou arrancando grama
Se não se esmaga na cama se dá serviço pra o laço
Foi se encurtando o espaço entre o maula e o cavalo
Pra honrar o pago que falo só me restava meu braço
E assim a toda a carreira eu armei o quatro tentos
Firmando meu pensamento no terreno e no alambrado
Se ele salta pro outro lado nunca mais que nos topamos
Que vergonha pra um "paysano" uma tropa faltando gado
Já quase em riba da cerca empurrei o doze braças
Que cerrou justo nas aspas quando o boi ia no ar
Pra aprender a não refugar guasqueou de volta de lombo
Pois quando o destino é um tombo se pensa pra disparar
Quem não quiser acreditar por mim que não acredite
Mas que nunca facilite um boi gavião e matreiro
Nem sempre o pulso é certeiro e o pingo é solto de pata
E tem laço que se desata com fama de macegueiro