Letra de Estória de Laços - Joca Martins
Disco A
01
Baldas de Potro Cuiudo
02
No Bailão da Catacumba
03
Domingueiro
04
Milongão da Gineteada
05
Doma Gaúcha
06
Cruzando a Querência
07
Que Colorada Veiaca
08
Estória de Laços
09
Milongão Campo Afora
10
Num Casório de Fronteira
11
Estampa de Bandear Querência
12
Onde Andará
13
Nos Encontros do Mouro
14
Um Certo Tiro de Laço
15
Qualquer Uma
Estória de Laços
Um boi brasino dorme nesse laço
O sono eterno de quem já se foi
Hoje não sente mais os tironaços
Que lhe judiavam quando era um boi
O fio da faca lhe roubando a vida
A dor do ferro ensangüentando o chão
A luz se apaga pois já está cumprida
Um boi sangrado tarde de verão
Couro estaqueado com o maior capricho
É de brasino, vai dar laço forte
Que sina estranha que carrega o bicho
Servindo os homens até depois da morte
Hoje o brasino é mais um doze braças
Que vem na anca do meu pingo mouro
Nada é pra sempre tudo um dia passa
Lembra-me o boi de quem só resta o couro
Um boi brasino dorme nesse laço
O sono eterno de quem já se foi
Hoje não sente mais os tironaços
Que lhe judiavam quando era um boi
Quando eu atiro esse meu velho laço
E ele viaja em busca de outro boi
Bate nas aspas cerra num abraço
Eu vejo o antes junto do depois
O boi não quer o laço do brasino
Senta, escarceia como ouvindo alguém
Que diga: luta contra o teu destino
De ser um laço como eu sou também
O sono eterno de quem já se foi
Hoje não sente mais os tironaços
Que lhe judiavam quando era um boi
O fio da faca lhe roubando a vida
A dor do ferro ensangüentando o chão
A luz se apaga pois já está cumprida
Um boi sangrado tarde de verão
Couro estaqueado com o maior capricho
É de brasino, vai dar laço forte
Que sina estranha que carrega o bicho
Servindo os homens até depois da morte
Hoje o brasino é mais um doze braças
Que vem na anca do meu pingo mouro
Nada é pra sempre tudo um dia passa
Lembra-me o boi de quem só resta o couro
Um boi brasino dorme nesse laço
O sono eterno de quem já se foi
Hoje não sente mais os tironaços
Que lhe judiavam quando era um boi
Quando eu atiro esse meu velho laço
E ele viaja em busca de outro boi
Bate nas aspas cerra num abraço
Eu vejo o antes junto do depois
O boi não quer o laço do brasino
Senta, escarceia como ouvindo alguém
Que diga: luta contra o teu destino
De ser um laço como eu sou também