Letra de Que Colorada Veiaca - Joca Martins
Disco A
01
Baldas de Potro Cuiudo
02
No Bailão da Catacumba
03
Domingueiro
04
Milongão da Gineteada
05
Doma Gaúcha
06
Cruzando a Querência
07
Que Colorada Veiaca
08
Estória de Laços
09
Milongão Campo Afora
10
Num Casório de Fronteira
11
Estampa de Bandear Querência
12
Onde Andará
13
Nos Encontros do Mouro
14
Um Certo Tiro de Laço
15
Qualquer Uma
Que Colorada Veiaca
Quem sova basto e cavalo conhece bem o perigo
Se por destino ou castigo a volta às vezes se enfeia
Esporas, mango, maneia, são armas de utilidade
Quando sem necessidade um beiçudo se aporreia
O mulato Jovelino ainda parava no basto
Embora um tanto já gasto das "doma" e da lida dura
Mas sustentava a figura de campeiro e ginetaço
Que nas chilenas de aço fez nome nessas planuras
A colorada cabana gostava de picardia
"Cangava" quando queria pra "exprimentá" o vivente
Muito metido a valente pagou vale à reservada
E foi ficando encruada sem fazer causo de gente
Um dia os dois se toparam no clarão de uma pegada
Quando formou a eguada o paysano embuçalava...
Depois... tranquilo encilhava descrente da sorte ingrata
Um diabo de quatro patas numa maneia de trava
"A colorada é veiaca...!" Sentenciou o capataz
Quando a bruta assim no más se revoltou com o mulato
E se abaralhou de fato coiceando nas "barriguera"
Mas se enredou na soiteira e nas puas de um carrapato
Batendo os quatro caneco se destrinchava na volta
Então um lóro se solta quando "rebenta" a encimeira
Mas a espora mordedeira abrindo toca se engancha
Meio que a maula se prancha e o negro apruma a carreira
De mau jeito forcejava como nunca imaginado
Pendia o corpo pra um lado no instinto se acomodava
E num pé só se estrivava pra não perder o careio
Se equilibrava no reio e co´a outra pata esporeava
E a égua se distorcia blandeando rente do chão
Um índio de tradição não é assim que se saca
Mas o negro abre as estaca cruza a perna e sai correndo
E sussurra se benzendo: "-Que colorada veiaca!"
Se por destino ou castigo a volta às vezes se enfeia
Esporas, mango, maneia, são armas de utilidade
Quando sem necessidade um beiçudo se aporreia
O mulato Jovelino ainda parava no basto
Embora um tanto já gasto das "doma" e da lida dura
Mas sustentava a figura de campeiro e ginetaço
Que nas chilenas de aço fez nome nessas planuras
A colorada cabana gostava de picardia
"Cangava" quando queria pra "exprimentá" o vivente
Muito metido a valente pagou vale à reservada
E foi ficando encruada sem fazer causo de gente
Um dia os dois se toparam no clarão de uma pegada
Quando formou a eguada o paysano embuçalava...
Depois... tranquilo encilhava descrente da sorte ingrata
Um diabo de quatro patas numa maneia de trava
"A colorada é veiaca...!" Sentenciou o capataz
Quando a bruta assim no más se revoltou com o mulato
E se abaralhou de fato coiceando nas "barriguera"
Mas se enredou na soiteira e nas puas de um carrapato
Batendo os quatro caneco se destrinchava na volta
Então um lóro se solta quando "rebenta" a encimeira
Mas a espora mordedeira abrindo toca se engancha
Meio que a maula se prancha e o negro apruma a carreira
De mau jeito forcejava como nunca imaginado
Pendia o corpo pra um lado no instinto se acomodava
E num pé só se estrivava pra não perder o careio
Se equilibrava no reio e co´a outra pata esporeava
E a égua se distorcia blandeando rente do chão
Um índio de tradição não é assim que se saca
Mas o negro abre as estaca cruza a perna e sai correndo
E sussurra se benzendo: "-Que colorada veiaca!"